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7 de março de 2026 05:44

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OpiniãoMT > Blog > Justiça > STF condena acusados pela morte de Marielle e Anderson Gomes
Justiça

STF condena acusados pela morte de Marielle e Anderson Gomes

STF condena irmãos Brazão e outros réus pelo assassinato de Marielle e Anderson; Turma ainda definirá as penas

última atualização: 25 de fevereiro de 2026 14:21
Redação OPMT
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4 Minutos de Leitura
STF condena acusados pela morte de Marielle e Anderson Gomes
Chiquinho e Domingos Brazão. Imagem: Redes Sociais.
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A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quarta-feira (25), condenar os irmãos Chiquinho Brazão e Domingos Brazão, além de outros envolvidos, pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. O julgamento tratou da responsabilização criminal dos acusados pelo crime ocorrido em março de 2018, no Rio de Janeiro, e ainda definirá as penas aplicáveis aos réus.

Condenação no caso Marielle é definida pela maioria da turma

O colegiado formou maioria para acompanhar o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes, que apontou os irmãos Brazão como mandantes do assassinato de Marielle. Também votaram pela condenação os ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e o presidente da Turma, Flávio Dino.

Segundo o entendimento adotado, o crime teria sido motivado por retaliação política à atuação da vereadora contra a milícia na capital fluminense. A denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República foi parcialmente acolhida pelos magistrados.

Crimes atribuídos aos irmãos brazão

De acordo com o voto do relator, Domingos e Chiquinho Brazão teriam comandado a execução e responderiam por organização criminosa armada, homicídio qualificado de Marielle Franco e Anderson Gomes e tentativa de homicídio contra Fernanda Chaves.

O ministro Alexandre de Moraes afirmou que as provas indicam que o assassinato de Marielle foi resultado de planejamento estruturado e de ações coordenadas. Para ele, o caso evidencia a infiltração do crime organizado em estruturas do poder público.

Situação de rivaldo barbosa no julgamento de Marielle

Um dos pontos de divergência no julgamento envolveu o ex-delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa. Ele foi absolvido da acusação de homicídio qualificado por falta de provas conclusivas, mas acabou condenado por corrupção passiva e obstrução de Justiça.

Conforme apontado no voto do relator, o ex-delegado teria recebido vantagens indevidas para interferir nas investigações relacionadas ao assassinato de Marielle. A Turma entendeu que houve atuação para dificultar o andamento regular do caso.

Outros réus também foram condenados

O ex-policial militar Ronald Paulo Alves Pereira foi responsabilizado por homicídio qualificado de Marielle Franco e Anderson Gomes, além da tentativa de homicídio contra Fernanda Chaves. Já Robson Calixto Fonseca, ex-assessor de Domingos Brazão, foi condenado por organização criminosa armada.

Ao mencionar a nomeação de Robson Calixto em cargos ligados à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e ao Tribunal de Contas do Estado, o relator destacou que os elementos reunidos no processo apontam para atuação coordenada com interesses ilícitos.

Ministros destacam impacto institucional do crime

Durante o julgamento, a ministra Cármen Lúcia relembrou a sessão realizada no STF no dia seguinte ao assassinato de Marielle, em março de 2018. Ela mencionou o impacto do crime e afirmou que as provas reunidas indicam sequência de atos que teriam partido dos irmãos Brazão.

Segundo a ministra, os elementos do processo revelam envolvimento em atividades relacionadas à grilagem de terras, exploração imobiliária irregular e controle territorial, além de influência no cenário eleitoral local.

O presidente da 1ª Turma, ministro Flávio Dino, também acompanhou o relator e declarou que falhas nas investigações iniciais contribuíram para a demora no esclarecimento do caso. Ele afirmou que investigações deficientes podem comprometer a apuração adequada de crimes complexos.

Alexandre de Moraes classificou o assassinato de Marielle como crime político e destacou a relação entre interesses de milicianos e atuação institucional. Para o relator, as provas apontam conexão entre motivação e execução do delito.

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