*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A apuração das notas das escolas de samba da Série Ouro do Rio de Janeiro terminou com um desfecho amargo para a Acadêmicos de Niterói e um cenário de forte embate político nas redes sociais. Com um enredo focado na biografia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a agremiação somou apenas 264,6 pontos, a menor nota da competição, resultando no seu rebaixamento para o Grupo de Acesso (Série Prata).
O desfile, que buscava homenagear a trajetória do atual presidente, não poupou críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, utilizando sátiras que incluíam alas com fantasias de celas e tornozeleiras eletrônicas. O resultado da apuração foi imediatamente capitalizado por parlamentares da direita de Mato Grosso, que utilizaram o caso para criticar a gestão petista e o uso ideológico das festas populares.
“O PT É IGUAL GAFANHOTO”, DISPARA DEPUTADO FEDERAL JOSÉ MEDEIROS (PL)
O deputado federal José Medeiros (PL-MT) foi um dos mais contundentes nas críticas. Nas redes sociais, o parlamentar comparou a queda da escola à situação das empresas públicas sob gestões petistas.
“O PT rebaixou os Correios, rebaixou todas as estatais e agora conseguiu rebaixar a escola que veio homenageando o Lula. O PT é igual gafanhoto: quando passa, não fica nada”, afirmou Medeiros.
O deputado ainda classificou o desfile como um “show de horrores” e acusou a escola de atacar setores estratégicos e religiosos.
“Meteram o pau nos evangélicos, falaram mal do Bolsonaro, falaram mal do agro. O agro que alimenta este país. Hoje, todos os que foram agredidos estão com a alma lavada”, completou, sinalizando que pretende levar o caso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por suposto abuso de poder econômico e político.
REAÇÃO NAS BANCADAS ESTADUAL E FEDERAL
O deputado estadual Gilberto Cattani (PL-MT) foi direto ao ponto, publicando o vídeo exato do momento em que a nota de rebaixamento da escola é anunciada, acompanhado da legenda: “Grande dia”.
Já o deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo) defendeu que o resultado foi uma resposta direta à tentativa de transformar o desfile em propaganda.
“O recado foi dado: Carnaval não é palanque político”, declarou, classificando a apresentação como “campanha eleitoral antecipada”.
O senador Wellington Fagundes (PL-MT) também se manifestou, reforçando que a rejeição técnica da escola reflete uma saturação do público com temas ideológicos.
“Ninguém aceita intolerância religiosa nem ataques aos valores da família. Respeito é via de mão dupla. Quando uma escola decide transformar desfile em homenagem ideológica, assume o risco da rejeição”, pontuou o senador.
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