O Itaú encerrou 2025 com resultados robustos e alinhados ao desempenho apresentado ao longo do ano, consolidando mais um ciclo de crescimento consistente. O maior banco privado do país divulgou um lucro líquido recorrente recorde, reforçando sua posição de destaque no sistema financeiro brasileiro e apresentando projeções de expansão para 2026, mesmo em um cenário de cautela econômica.
Ao longo do exercício, o Itaú manteve disciplina na concessão de crédito, controle da inadimplência e avanços em eficiência operacional, fatores que sustentaram os números positivos apresentados no balanço anual e no quarto trimestre.
Itaú alcança lucro recorde no consolidado de 2025
No fechamento de 2025, o Itaú Unibanco reportou lucro líquido recorrente de R$ 46,8 bilhões. O resultado representa um crescimento de 13,1% em relação ao ano anterior e estabelece o maior lucro já registrado por um banco no Brasil. O recorde anterior também pertencia à instituição, que havia apurado R$ 41,8 bilhões em 2024.
Em termos diários, o banco obteve um lucro médio de aproximadamente R$ 128,2 milhões ao longo do ano, refletindo a estabilidade das operações e a diversificação das fontes de receita.
Desempenho no quarto trimestre
Entre outubro e dezembro de 2025, o Itaú apresentou lucro líquido recorrente de R$ 12,3 bilhões. O montante representa alta de 13,2% na comparação com o mesmo período do ano anterior e ficou ligeiramente acima das estimativas do mercado financeiro, que apontavam para R$ 12,2 bilhões.
O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) anual atingiu 23,4%, com avanço de 1,2 ponto percentual em relação a 2024. No recorte trimestral, o indicador chegou a 24,4%, superando os 22,1% observados no quarto trimestre do ano anterior.
Carteira de crédito do Itaú cresce e inadimplência permanece controlada
A carteira de crédito total do Itaú alcançou R$ 1,49 trilhão em 2025, crescimento de 6% na comparação anual. O banco destacou que a expansão ocorreu de forma equilibrada, sem deterioração relevante dos indicadores de risco.
A inadimplência acima de 90 dias ficou em 1,9%, mantendo-se estável em relação ao trimestre anterior e apresentando queda de 0,1 ponto percentual na comparação anual, o que reforça o controle da qualidade dos ativos.
Avanço no crédito para pessoas físicas
No segmento de pessoas físicas, a carteira cresceu 6,6% em 2025. O Itaú ressaltou o desempenho do crédito imobiliário, que avançou 12,8% no período. As operações com cartão de crédito registraram crescimento de 8%, enquanto o crédito pessoal teve alta de 2,2%.
Provisões e eficiência operacional
As despesas com perdas esperadas de crédito (PDD) somaram R$ 10,03 bilhões no quarto trimestre, crescimento de 4,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado de 2025, as provisões totalizaram R$ 38,9 bilhões, alta anual de 4,7%.
O índice de eficiência, que mede a relação entre custos e receitas, ficou em 39,5% no quarto trimestre, ante 38,9% um ano antes. No consolidado do exercício, o indicador encerrou 2025 em 38,8%.
Receitas e despesas do Itaú em 2025
As receitas com serviços e seguros cresceram 6,3% em 2025, impulsionadas pelo aumento na administração de recursos, maiores ganhos com emissão de cartões e expansão das receitas de pagamentos e recebimentos.
As despesas não decorrentes de juros atingiram R$ 66,8 bilhões no ano, alta de 7,5%. Segundo o banco, o aumento reflete principalmente investimentos em tecnologia, tanto em pessoal quanto em infraestrutura, além dos efeitos do acordo coletivo de trabalho.
Guidance do Itaú aponta expansão em 2026
O Itaú divulgou suas projeções para 2026, indicando crescimento da carteira de crédito total entre 5,5% e 9,5%. No mercado brasileiro, a expectativa é de avanço entre 6,5% e 10,5%. O custo do crédito deve ficar entre R$ 38,5 bilhões e R$ 43,5 bilhões.
Para a margem financeira de clientes, o banco projeta expansão entre 5% e 9%, mesma faixa estimada para a receita de prestação de serviços e resultados com seguros. Já as despesas não decorrentes de juros devem crescer entre 1,5% e 5,5%.
As ações preferenciais do Itaú encerraram o pregão na B3 com queda de 3,29%, cotadas a R$ 44,62. Com isso, o valor de mercado da instituição foi estimado em aproximadamente R$ 492 bilhões.

