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Leia: Estatais federais tem rombo recorde de R$ 8,9 bilhões até setembro, aponta Banco Central
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21 de outubro de 2026 20:41

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OpiniãoMT > Blog > Governo Lula > Estatais federais tem rombo recorde de R$ 8,9 bilhões até setembro, aponta Banco Central
Governo Lula

Estatais federais tem rombo recorde de R$ 8,9 bilhões até setembro, aponta Banco Central

Estatais federais acumulam déficit recorde de R$ 8,9 bilhões até setembro de 2025, o pior resultado desde 2002, segundo dados do Banco Central.

Redação OPMT
Publicado em: 31 de outubro de 2025
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4 Minutos de Leitura
Estatais federais tem rombo recorde de R$ 8,9 bilhões até setembro, aponta Banco Central
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As estatais federais registraram um déficit recorde de R$ 8,9 bilhões entre janeiro e setembro de 2025, conforme dados divulgados nesta sexta-feira (31) pelo Banco Central (BC). O resultado representa o pior desempenho desde o início da série histórica, em 2002, e acende um alerta sobre o impacto dessas empresas nas contas públicas.

De acordo com o relatório Estatísticas Fiscais, o déficit das estatais federais cresceu 94,1% em relação ao mesmo período de 2024. O levantamento mede a necessidade de financiamento dessas companhias — um indicador que mostra se elas contribuem para reduzir o rombo fiscal ou exigem mais recursos do Tesouro Nacional. O cálculo, entretanto, não inclui o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, o BNDES e a Petrobras.

Ministério questiona metodologia usada pelo Banco Central

O Ministério da Gestão e Inovação contestou os números divulgados pelo BC, afirmando que a metodologia utilizada não reflete a realidade contábil das empresas públicas. Segundo a pasta, o levantamento desconsidera elementos importantes, como receitas, custos, ativos e lucros, o que poderia oferecer uma visão mais completa sobre a saúde financeira das estatais.

O índice calculado pelo BC indica o efeito das estatais federais nas contas do governo. Quando essas empresas apresentam necessidade de financiamento, o Tesouro precisa cobrir os déficits com endividamento ou recursos arrecadados.

Um dos casos mais críticos é o dos Correios, que acumulam um prejuízo de R$ 4,4 bilhões apenas no primeiro semestre de 2025. Em contrapartida, as estatais estaduais registraram superavit de R$ 1,5 bilhão no mesmo período, demonstrando desempenho mais equilibrado.

Desempenho fiscal do setor público

Além das estatais federais, o setor público consolidado apresentou um déficit primário de R$ 17,5 bilhões em setembro, contra R$ 7,3 bilhões no mesmo mês de 2024. O resultado inclui déficits de R$ 14,9 bilhões no governo central e R$ 3,5 bilhões nos governos regionais, além de um superavit de R$ 1 bilhão das estatais.

No acumulado de 12 meses, o déficit primário chegou a R$ 33,2 bilhões, o que equivale a 0,27% do PIB. Já os juros nominais somaram R$ 84,7 bilhões apenas em setembro, impulsionados pela alta da Selic e pelo crescimento da dívida pública. Em 12 meses, os juros totalizaram R$ 984,8 bilhões, o equivalente a 7,9% do PIB.

O resultado nominal, que considera juros e déficit primário, ficou negativo em R$ 102,2 bilhões no mês e atingiu R$ 1,018 trilhão no acumulado anual — cerca de 8,16% do PIB.

Situação da dívida pública brasileira

A Dívida Líquida do Setor Público alcançou 64,8% do PIB, somando R$ 8,1 trilhões, enquanto a Dívida Bruta do Governo Geral chegou a 78,1% do PIB, o equivalente a R$ 9,7 trilhões.

Esses números evidenciam o desafio do governo em conter o crescimento do endividamento e reduzir o peso das estatais federais nas contas públicas.

Os dados do Banco Central revelam um cenário preocupante para as estatais federais, que vêm ampliando sua necessidade de recursos e pressionando as finanças públicas. Enquanto algumas empresas enfrentam prejuízos expressivos, outras mostram sinais de recuperação, o que reforça a importância de medidas de gestão mais eficientes e de uma análise mais transparente sobre a real situação dessas companhias.

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