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Leia: Sociedade Brasileira de Pediatria atualiza classificação de febre em crianças
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25 de abril de 2026 01:43

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OpiniãoMT > Blog > Saúde > Sociedade Brasileira de Pediatria atualiza classificação de febre em crianças
Saúde

Sociedade Brasileira de Pediatria atualiza classificação de febre em crianças

Nova classificação de febre da SBP redefine temperatura considerada febril e busca orientar pais e profissionais sobre o manejo adequado.

última atualização: 21 de outubro de 2025 16:42
Redação OPMT
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4 Minutos de Leitura
Sociedade Brasileira de Pediatria atualiza classificação de febre em crianças
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A classificação de febre em crianças foi atualizada pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). A mudança consta no documento científico “Abordagem da Febre Aguda em Pediatria e Reflexões sobre a febre nas arboviroses”, publicado neste ano pela entidade.

Nova definição sobre a classificação de febre

Segundo a nova diretriz, passa a ser considerada febre a temperatura igual ou superior a 37,5°C quando medida pela axila e 38°C nas medições oral ou retal, aferidas por três minutos. Até então, a SBP adotava como referência a temperatura de 37,8°C.

O pediatra Tadeu Fernando Fernandes, presidente do Departamento de Pediatria Ambulatorial da SBP e um dos autores do documento, explicou que a nova classificação de febre serve como base para estudos clínicos e não deve ser interpretada como um indicativo automático para uso de medicamentos ou procura urgente por atendimento médico.

A febre é uma reação natural do corpo diante de agentes agressores físicos, químicos ou biológicos, como vírus e bactérias. O médico destaca que o aumento da temperatura não é uma doença em si, mas um mecanismo de defesa do organismo.

“A febre é nossa aliada. Ela indica que o corpo reconheceu a presença de um invasor e está reagindo para combatê-lo, fortalecendo o sistema imunológico”, afirma Fernandes.

O especialista ressalta que o processo febril costuma anteceder outros sintomas e deve ser interpretado dentro do quadro clínico geral da criança.

A febrefobia e os atendimentos pediátricos

Estudos da SBP mostram que entre 20% e 30% das consultas pediátricas têm a febre como principal motivo. O mesmo ocorre em cerca de 65% das idas a prontos-socorros e 75% dos atendimentos virtuais, segundo dados da entidade.

A mudança na classificação de febre também busca reduzir a chamada “febrefobia”, termo que descreve o medo excessivo dos pais diante da temperatura elevada. A preocupação exagerada pode levar a consultas desnecessárias e uso inadequado de medicamentos.

Quando oferecer antitérmicos

De acordo com a SBP, não existe uma temperatura específica que determine a necessidade de medicar. A recomendação é observar o comportamento e o bem-estar da criança.

“Se a criança está com 38,5°C, mas continua ativa e brincando, não há motivo para intervir imediatamente. O tratamento deve ser considerado quando há sinais claros de desconforto, irritabilidade, apatia ou perda de apetite”, orienta o pediatra.

Cuidados com o uso de medicamentos

O documento da SBP reforça que o uso de antitérmicos deve ser feito apenas em casos de febre acompanhada de desconforto evidente. No Brasil, as opções seguras incluem paracetamol, dipirona e ibuprofeno. O uso do ácido acetilsalicílico (AAS) é contraindicado, pois pode provocar a Síndrome de Reye, condição rara que afeta fígado e cérebro, especialmente após infecções virais.

Além disso, os especialistas alertam que não se deve alternar nem combinar antitérmicos, uma vez que isso aumenta o risco de superdosagem, sem oferecer benefício adicional.

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