O governo federal anunciou a criação de 6.737 novos cargos para professores e técnicos em universidades federais de todo o país. A medida foi formalizada pela Portaria Conjunta MGI/MEC nº 70/2025, divulgada nesta quarta-feira (15), e representa um novo passo na ampliação do quadro de servidores da educação pública superior.
Segundo os Ministérios da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e da Educação (MEC), o objetivo é fortalecer a estrutura das instituições federais de ensino, garantindo melhores condições de trabalho e atendimento à crescente demanda acadêmica.
Novos cargos no magistério superior para professores e técnicos
Um dos eixos da portaria trata da formação do Banco de Professor-Equivalente do Magistério Superior, que foi ampliado em 1.206 cargos. Desse total, 1.005 serão destinados a professores efetivos e 201 para substitutos e visitantes. As vagas serão distribuídas entre 69 universidades federais já existentes, ampliando a capacidade de ensino e pesquisa das instituições.
De acordo com o MGI, o acréscimo busca reduzir a sobrecarga docente e assegurar que novos cursos e projetos possam ser implementados sem comprometer a qualidade do ensino.
Outro eixo importante da medida é o Banco de Professor-Equivalente da Carreira do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT). Nesse segmento, serão criados 265 novos cargos — sendo 217 efetivos e 48 destinados a professores substitutos e visitantes. Esses profissionais atuarão em unidades de ensino técnico vinculadas às universidades federais, fortalecendo a oferta de cursos profissionalizantes e tecnológicos.
O reforço visa atender à crescente procura por formações técnicas e garantir que as instituições possam manter turmas com estrutura adequada e professores qualificados.
Atualização dos cargos técnico-administrativos
O terceiro eixo da portaria trata da atualização do quadro de técnicos-administrativos das universidades federais. Foram transformados 7.860 cargos vagos da Classe C em 5.266 novas posições, sendo 2.113 de nível intermediário (Classe D) e 3.153 de nível superior (Classe E).
A medida busca otimizar o funcionamento administrativo das instituições e valorizar servidores com maior qualificação técnica, o que deve refletir diretamente na eficiência dos serviços prestados à comunidade acadêmica.
A ministra da Gestão, Esther Dweck, destacou que, somadas às novas autorizações, o governo já liberou aproximadamente 15 mil vagas para universidades e institutos federais. Segundo ela, o aumento do número de professores e técnicos reafirma o compromisso com a formação de jovens para o mercado de trabalho e com o fortalecimento da rede pública de ensino.
O ministro da Educação, Camilo Santana, lembrou que, em julho, foram criadas 4.500 vagas para os institutos federais. Ele reforçou que o governo seguirá trabalhando para consolidar e expandir a rede, garantindo estrutura adequada para o ensino, pesquisa e extensão.

