*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A Justiça negou o pedido do ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PSD), que buscava suspender os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Fraudes Fiscais da Câmara Municipal. Com a decisão, a CPI segue com seu cronograma normal, investigando irregularidades na gestão financeira do município até o ano de 2024.
O próximo passo da comissão está marcado para a próxima segunda-feira, 22 de setembro, com a oitiva de dois ex-secretários de Planejamento: Márcio Alves Puga e Éder Galiciani. Os depoimentos são considerados cruciais para o avanço das investigações.
Presidida pela vereadora Michelly Alencar (União Brasil), a CPI foi instaurada para apurar as supostas irregularidades detalhadas em três relatórios da Controladoria-Geral do Município. Entre as denúncias, estão:
-R$ 295 milhões em despesas sem cobertura financeira.
-R$ 369,6 milhões em obrigações contraídas sem autorização orçamentária.
-R$ 11,1 milhões em pagamentos agendados para janeiro de 2025, após o fim do mandato do ex-prefeito.
Além dos depoimentos, os membros da CPI solicitaram à Controladoria-Geral a cópia integral do encaminhamento feito ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) e da Nota Recomendatória expedida aos ordenadores de despesas.
Até o momento, a comissão já ouviu o atual secretário de Economia, Marcelo Bussiki, o controlador-geral, Wesley Bucco, e o ex-secretário de Fazenda, Antônio Roberto Possas de Carvalho.

