A prisão de Alessandra Moja Cunha, apontada como líder do PCC na Favela do Moinho, em São Paulo, trouxe à tona imagens dela ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma cerimônia realizada em junho. O episódio, que ganhou repercussão após a detenção, voltou a colocar em evidência o evento habitacional promovido pelo governo federal em parceria com o Estado de São Paulo.
Líder do PCC esteve em evento oficial
No dia 26 de junho, Alessandra participou de um ato público que marcou a assinatura de um acordo para reassentar cerca de 800 famílias que vivem na Favela do Moinho. O plano previa subsídios de R$ 180 mil da União e R$ 70 mil do governo estadual, totalizando até R$ 250 mil por família para a aquisição de uma nova moradia. Durante a cerimônia, Alessandra esteve posicionada ao lado do presidente Lula e de ministros de Estado, em um palco montado para o anúncio.
Na ocasião, Lula destacou que a iniciativa tinha como foco garantir dignidade às famílias. Ele declarou que todos têm o direito de morar bem e viver com a cabeça erguida. O presidente ressaltou ainda a necessidade de uma solução rápida para os moradores do Moinho, reforçando o compromisso do governo em destinar recursos para a mudança.
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Além do discurso presidencial, a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, frisou que as remoções aconteceriam somente de forma voluntária, respeitando os direitos dos moradores. O ministro das Cidades, Jader Filho, explicou que o benefício financeiro seria transferido diretamente às famílias, permitindo que cada uma escolhesse onde viver.
Atuação política de Alessandra
Antes de ser identificada pelas autoridades como líder do PCC, Alessandra era conhecida por sua atuação como presidente da Associação da Comunidade do Moinho. Ela esteve presente em encontros oficiais, incluindo reuniões com o ministro Márcio Macêdo, da Secretaria-Geral da Presidência, e também apareceu em registros públicos ao lado do deputado federal Guilherme Boulos (Psol-SP).
A prisão de Alessandra Moja Cunha, considerada pelas investigações como líder do PCC na Favela do Moinho, trouxe repercussão política e reacendeu debates sobre sua presença em eventos oficiais do governo. Enquanto o projeto habitacional segue em andamento para reassentar as famílias da comunidade, as autoridades agora aprofundam as apurações sobre o papel dela nas atividades da facção criminosa.

