*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O vereador Gilson José de Souza (União Brasil), conhecido como Gilson da Agricultura, gerou forte polêmica ao proferir ofensas contra a prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza (PSDB), durante uma sessão plenária na Câmara Municipal.
A fala do parlamentar, que a comparou a uma “cachorra viciada”, causou indignação e a prefeita anunciou que irá registrar um boletim de ocorrência na Delegacia da Mulher.
Em seu discurso, o vereador atacou a prefeita de forma contundente.
“Tem que tomar vergonha na cara e não ficar fazendo só na época de política, que nem cachorra viciada dentro dos assentamentos pedir voto, não. E meu vocabulário é esse, é esse mesmo”, declarou Gilson.
Ele ainda acrescentou: “Mas tenho certeza, quando for o ano que vem está que nem cachorra viciada atrás dos vereadores de primeiro mandato para pedir apoio para poder ajudar eles”.
REPERCUSSÃO DO CASO
A fala do vereador Gilson da Agricultura teve imediata repercussão, gerando críticas de diversas frentes políticas. A deputada estadual Janaina Riva se manifestou em um vídeo no Instagram, condenando a postura do vereador.
“Isso é um absurdo e não vamos ficar inertes. Não só pela prefeita Iraci, mas a mulher merece ser respeitada”, afirmou Janaina. Ela classificou a fala como “machista, preconceituosa, criminosa” e defendeu que o caso seja denunciado ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para que o vereador se torne inelegível.
“Não podemos mais ficar passando pano. Não existe civilidade quando se agride uma mulher. E para ser um representante político, precisa ter civilidade”, declarou a deputada, questionando a atitude de Gilson: “Nós queremos que o Ministério Público pergunte ao vereador: o que é uma cachorra viciada? Por que você fez essa comparação com uma mulher que é prefeita? Por que você não sabe respeitar uma mulher que está no poder? Por que você não sabe respeitar a figura de uma mulher seja onde ela estiver?”
A direção estadual do União Brasil, partido do parlamentar, também repudiou a conduta em nota oficial. O documento, assinado pela deputada federal Gisela Simona e pela primeira-dama de Mato Grosso, Virgínia Mendes, classifica a atitude do vereador como “inadmissível” e destaca que a violência política de gênero é uma afronta à democracia e aos direitos humanos, conforme a Lei nº 14.192/2021.
A nota exige uma retratação do vereador e alerta que o partido tomará as medidas legais e institucionais cabíveis para responsabilizá-lo.
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