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Leia: Moraes solicita que Zanin defina data do julgamento de Bolsonaro
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Bolsonaro

Moraes solicita que Zanin defina data do julgamento de Bolsonaro

Alexandre de Moraes pede que Cristiano Zanin marque a data do julgamento de Bolsonaro e outros réus acusados de tentativa de golpe em 2022.

Redação OPMT
Publicado em: 15 de agosto de 2025
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3 Minutos de Leitura
Moraes solicita que Zanin defina data do julgamento de Bolsonaro
Mesmo sem ser juulgado, Bolsonaro já cumpre prisão domiciliar em Brasília por ordem de Moraes. Imagem: TV Justiça.
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, solicitou nesta quinta-feira (14) ao presidente da 1ª Turma da Corte, Cristiano Zanin, que seja definida a data do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros acusados de envolvimento na tentativa de golpe de Estado ocorrida em 2022. Segundo Moraes, o processo já está pronto para ser incluído na pauta de deliberação.

Moraes pede inclusão do caso na pauta

O pedido de Alexandre de Moraes ocorre após a entrega das alegações finais por parte de Bolsonaro, realizada na quarta-feira (13). Na manifestação, a defesa do ex-presidente solicitou sua absolvição, argumentando que os atos imputados a ele seriam apenas preparatórios e, portanto, não configurariam crime segundo a legislação brasileira.

Os advogados sustentaram que, para caracterizar execução de crime contra o Estado democrático de Direito, seria necessária a utilização de violência ou grave ameaça — o que, segundo eles, não ocorreu.

Defesa de Bolsonaro alega ausência de crime consumado

Na visão da defesa, a acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) descreve condutas que ocorreram antes de qualquer ação concreta e que não atingem o patamar de execução de crime. O argumento central é de que “atos preparatórios” não são puníveis no ordenamento jurídico nacional.

Assim que Zanin definir a data do julgamento, a 1ª Turma do STF analisará a situação de cada réu. Os ministros poderão decidir pela absolvição ou condenação dos envolvidos.

Acusações e réus no processo

Os integrantes do chamado “núcleo 1” respondem por crimes como:

– Organização criminosa armada;

– Tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito;

– Golpe de Estado;

– Dano qualificado;

– Deterioração de patrimônio tombado.

A única exceção é o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), que teve suspensa a ação referente aos crimes ligados aos eventos de 8 de janeiro de 2023.

Além de Bolsonaro, figuram como réus:

– Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-diretor da Abin;

– Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;

– Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;

– Augusto Heleno, ex-ministro do GSI;

– Tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens;

– Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;

– Walter Souza Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil.

O tenente-coronel Mauro Cid, que firmou acordo de colaboração premiada, apresentou suas alegações finais no dia 29 de julho. Ele solicitou a manutenção dos benefícios acordados e defendeu sua absolvição, afirmando ter atuado apenas como testemunha dos acontecimentos em razão de suas funções no gabinete presidencial.

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