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Leia: A partir de agosto, pacientes do SUS poderão ser atendidos pelos planos de saúde
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15 de junho de 2026 04:17

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OpiniãoMT > Blog > Saúde > A partir de agosto, pacientes do SUS poderão ser atendidos pelos planos de saúde
Saúde

A partir de agosto, pacientes do SUS poderão ser atendidos pelos planos de saúde

Pacientes do SUS poderão ser atendidos em hospitais privados para reduzir filas na saúde pública. Programa envolve operadoras de planos de saúde.

última atualização: 31 de julho de 2025 14:38
Redação OPMT
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4 Minutos de Leitura
A partir de agosto, pacientes do SUS poderão ser atendidos pelos planos de saúde
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A partir de agosto, pacientes do SUS passarão a ser atendidos também por hospitais e clínicas da rede privada, graças a uma nova medida do Ministério da Saúde. A iniciativa visa reduzir a espera por consultas, exames e cirurgias especializadas, um dos maiores desafios enfrentados pelos pacientes do SUS atualmente.

Programa busca reduzir filas no atendimento especializado

O Ministério da Saúde anunciou o lançamento do programa Agora Tem Especialistas, uma ação que integra pacientes do SUS ao atendimento em unidades privadas de saúde. O objetivo é ampliar o acesso a especialidades com alta demanda, como ortopedia, oncologia e oftalmologia.

A estratégia inclui o uso de um passivo acumulado superior a R$ 1 bilhão das operadoras de planos de saúde com o sistema público. Cerca de R$ 750 milhões serão convertidos inicialmente em consultas, exames e cirurgias eletivas em sete especialidades prioritárias.

A iniciativa é uma alternativa ao ressarcimento tradicional que as operadoras devem ao Sistema Único de Saúde. Pela lei, quando um beneficiário de plano de saúde é atendido pelo SUS, a empresa deve reembolsar os custos ao Fundo Nacional de Saúde.

Muitas operadoras, porém, não realizam os pagamentos, acumulando uma dívida bilionária. O novo modelo permite que essas dívidas sejam compensadas por meio da oferta direta de serviços à população.

Segundo o Ministério da Saúde, a medida busca utilizar a estrutura já existente do setor privado para atender os pacientes do SUS que aguardam procedimentos especializados.

Como será o acesso dos pacientes do SUS à rede privada

O atendimento dos pacientes do SUS nos hospitais conveniados seguirá o fluxo tradicional da rede pública. Não haverá possibilidade de escolha direta pela unidade privada.

Etapas do processo:

– O paciente deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS);

– O médico da UBS avalia a necessidade de atendimento especializado;

– A solicitação é encaminhada para a central de regulação estadual ou municipal;

– A central define se o atendimento será realizado na rede pública ou em uma clínica ou hospital privado conveniado.

A prioridade será determinada conforme critérios clínicos. O foco inicial está nas especialidades com maior número de pacientes na fila: oncologia, ortopedia, oftalmologia, ginecologia, otorrinolaringologia, cardiologia e cirurgia geral.

O processo será transparente e o paciente será informado pela equipe de saúde, inclusive por meio de mensagens no WhatsApp.

Como será feita a adesão das operadoras

A participação das operadoras de planos de saúde no programa será voluntária. Para aderir, as empresas precisarão comprovar capacidade técnica e operacional, além de apresentar uma proposta de prestação de serviços ao Ministério da Saúde.

Essas propostas serão analisadas para verificar se há aderência às necessidades locais do SUS. A adesão será formalizada por meio da plataforma InvestSUS. Os atendimentos começarão após a aprovação das ofertas e organização da regulação regional.

Critérios para participação:

– Operadoras devem ter capacidade para mais de 100 mil atendimentos por mês;

– Exceções serão feitas para empresas que atendam regiões com baixa oferta de serviços, desde que possam realizar ao menos 50 mil atendimentos mensais.

A publicação do edital com as regras de adesão das operadoras está prevista para os próximos dias. A expectativa é que as empresas possam se cadastrar ainda em agosto.

Com a adesão aprovada, os atendimentos aos pacientes do SUS devem começar nas próximas semanas, de acordo com a organização local das ofertas de serviços.

O Ministério da Saúde classifica o programa como uma ação emergencial e estratégica para combater um problema histórico do sistema público, agravado com a pandemia: a falta de acesso rápido a médicos especialistas.

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