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Leia: STJ assume investigação de fraude de R$ 21 Milhões no TJMT
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OpiniãoMT > Blog > Justiça > STJ assume investigação de fraude de R$ 21 Milhões no TJMT
Justiça

STJ assume investigação de fraude de R$ 21 Milhões no TJMT

Jornalista Mauad
Publicado em: 31 de julho de 2025
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4 Minutos de Leitura
Foto: Internet
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*Sêmia Mauad/ Opinião MT

A investigação da Operação Sepulcro Caiado, deflagrada na última quarta-feira, dia 30 de julho, que desvendou um esquema que lesou o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) em mais de R$ 21 milhões, agora está sob a alçada do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A decisão de o STJ de assumir o inquérito se deu para apurar uma possível ligação de magistrados no esquema. Na primeira etapa da operação, foi constatado que alguns alvos, incluindo o líder da fraude, são parentes de membros do judiciário. Entre eles, o líder do esquema é genro do desembargador Rubens de Oliveira, e sua esposa, Flávia Volpato, é filha do mesmo magistrado.

A informação foi confirmada pelo próprio Poder Judiciário e pelo delegado Pablo Carneiro, da Delegacia Especializada de Estelionato e Outras Fraudes de Cuiabá.

ENTENDA O QUE OCORREU

A Polícia Civil de Mato Grosso, com o apoio do Tribunal de Justiça (TJMT), deflagrou na manhã da última quarta-feira, dia 30 de julho, a Operação Sepulcro Caiado, mirando uma organização criminosa que causou um prejuízo estimado em mais de R$ 21 milhões aos cofres públicos.

Entre os alvos, estão advogados, empresários e um servidor do Poder Judiciário.

A operação tem como principais alvos um grupo de profissionais e um servidor público. A lista de investigados inclui os advogados Wagner Vasconcelos de Moraes, Melissa Franca Praeiro Vasconcelos de Moraes, Rodrigo Moreira Marinho, Themis Lessa da Silva, João Miguel da Costa Neto, Régis Poderoso de Souza e Denise Alonso. Também estão na mira os empresários João Gustavo Ricci Volpato, Luiza Rios Ricci Volpato e Augusto Frederico Ricci Volpato, sócios de uma empresa credora, e o servidor Mauro Ferreira Filho.

Durante o cumprimento dos mandados, a polícia apreendeu uma série de bens valiosos que podem estar ligados ao esquema fraudulento. Entre os materiais recolhidos, destacam-se joias, aparelhos celulares, um jetski e um cofre.

DETALHES DA OPERAÇÃO E ESQUEMA CRIMINOSO

A Operação Sepulcro Caiado cumpre mais de 160 ordens judiciais em Cuiabá, Várzea Grande e na cidade de Marília (SP). Além dos 11 mandados de prisão preventiva, a ação inclui 22 mandados de busca e apreensão, 16 ordens de bloqueio judicial que somam mais de R$ 21,7 milhões, 46 quebras de sigilo fiscal e bancário, e o sequestro de 18 veículos e 48 imóveis.

As investigações da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá revelaram um esquema sofisticado. O grupo ajuizava ações de cobrança e, sem o conhecimento das partes rés, simulava a quitação da dívida por meio de depósitos judiciais. Para isso, usavam comprovantes de pagamentos falsificados.

A fraude era impulsionada pela atuação de um servidor do Poder Judiciário, que realizava a movimentação de valores da conta única do TJMT para a conta vinculada ao processo fraudulento. Esse procedimento criava artificialmente o fundo necessário para o resgate de alvarás, liberando valores que, na realidade, não existiam.

As investigações iniciais identificaram 17 processos fraudulentos protocolados pela quadrilha entre 2018 e 2022. Embora o TJMT tenha alterado seus procedimentos de transferência de valores a partir de 2023, o que impediu a continuidade do modus operandi, o prejuízo acumulado é significativo.

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