*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O lobista Andreson de Oliveira Gonçalves, 29 anos, preso preventivamente há oito meses sob suspeita de envolvimento em um esquema de venda de sentenças no Tribunal de Justiça de Mato Grosso e no Superior Tribunal de Justiça, foi colocado em prisão domiciliar.
A decisão, proferida na última quinta-feira, dia 17 de julho, pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), veio após a divulgação de uma foto pelo site Metrópoles que mostra o estado debilitado de Gonçalves.
Com a decisão, Andreson Oliveira Gonçalves foi transferido do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, onde estava detido desde março, para prisão domiciliar em Primavera do Leste, no interior de Mato Grosso. Ele será monitorado por tornozeleira eletrônica.
A medida do STF teve como base um laudo médico que apontou risco de morte devido ao grave quadro clínico apresentado por Andreson, que está bastante magro e visivelmente debilitado. Diante do caso, a Procuradoria-Geral da República se manifestou favorável à prisão domiciliar.
O lobista havia sido preso em Cuiabá no dia 26 de novembro de 2024, no âmbito da Operação Sisamnes, que investiga crimes como organização criminosa, corrupção, exploração de prestígio e violação de sigilo funcional. As investigações sobre o suposto esquema de venda de sentenças continuam em andamento.

