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Leia: PIB do agronegócio brasileiro fecha 2024 com alta de quase 2% e movimenta R$ 3 trilhões
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7 de março de 2026 08:58

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OpiniãoMT > Blog > Agronegócio > PIB do agronegócio brasileiro fecha 2024 com alta de quase 2% e movimenta R$ 3 trilhões
Agronegócio

PIB do agronegócio brasileiro fecha 2024 com alta de quase 2% e movimenta R$ 3 trilhões

PIB do agronegócio cresce quase 2% em 2024, alcançando R$ 3 trilhões e representando 23% da economia nacional.

última atualização: 10 de abril de 2025 14:35
Redação OPMT
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5 Minutos de Leitura
PIB do agronegócio brasileiro fecha 2024 com alta de quase 2% e movimenta R$ 3 trilhões
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O PIB do agronegócio brasileiro encerrou 2024 com crescimento expressivo, impulsionado pelo desempenho da pecuária e pela recuperação no quarto trimestre. Com uma expansão acumulada de aproximadamente 2% em relação a 2023, o setor reafirma sua relevância na economia nacional, contribuindo com quase R$ 3 trilhões ao Produto Interno Bruto do país.

PIB do Agronegócio representa quase um quarto da economia brasileira

De acordo com levantamento realizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, o PIB do agronegócio atingiu a marca de R$ 2,99 trilhões em 2024. Esse montante equivale a 23% de toda a produção econômica nacional, consolidando o setor como um dos pilares da economia brasileira.

O principal destaque de 2024 foi o ramo pecuário, que apresentou uma expansão significativa de 12% ao longo do ano. Esse crescimento foi fundamental para equilibrar o desempenho geral do agronegócio, especialmente diante da retração observada no segmento agrícola.

Apesar do avanço do PIB do agronegócio como um todo, o ramo agrícola enfrentou uma queda de 2% em 2024, influenciado por fatores como condições climáticas desfavoráveis e volatilidade nos preços de commodities. Ainda assim, os setores de suporte ao agronegócio conseguiram apresentar crescimento. 

Os agrosserviços, responsáveis por atividades logísticas, financeiras e de suporte técnico, registraram alta de 3,2% em relação a 2023. Já a agroindústria, que inclui o processamento de produtos agrícolas e pecuários, teve avanço de 2,9%. Esses resultados evidenciam a resiliência do setor como um todo, mesmo diante de desafios específicos em segmentos primários.

Ramo pecuário puxa recuperação do setor

O desempenho do ramo pecuário foi decisivo para o resultado positivo do PIB do agronegócio em 2024. Somente essa atividade movimentou cerca de R$ 820 bilhões no ano, sendo impulsionada, sobretudo, pelos setores de agrosserviços e agroindústria pecuária, que cresceram 16,79% e 16,78%, respectivamente.

Esse cenário reflete a expansão da demanda por carnes e derivados, tanto no mercado interno quanto externo, além do aumento da produtividade e do uso de tecnologias voltadas à pecuária de precisão. A recuperação nos preços e a melhoria nas exportações também foram fatores que contribuíram para esse desempenho expressivo.

Quarto trimestre foi decisivo para os resultados

A análise feita pela CNA e pelo Cepea aponta que o último trimestre de 2024 teve papel fundamental para reverter a tendência negativa registrada nos três primeiros trimestres do ano. De outubro a dezembro, o PIB do agronegócio cresceu 4,4% em relação ao trimestre anterior.

O crescimento foi observado em todos os principais segmentos: agrosserviços avançaram 5%, agroindústria subiu 3,7%, insumos tiveram alta de 3%, e o setor primário cresceu 4,3%. Esses dados consolidam o impacto positivo da recuperação tardia, mas robusta, do setor.

Pecuária mantém trajetória de crescimento nos últimos meses

Ainda dentro da análise trimestral, o ramo pecuário registrou aumento de 10,7% no quarto trimestre de 2024. Os principais destaques foram os agrosserviços pecuários, com crescimento de 12%, o setor primário da pecuária, com 11%, e a agroindústria pecuária, que teve alta de 10%.

Esses números indicam uma forte recuperação após os desafios enfrentados no início do ano, como custos elevados de produção e instabilidades no mercado de exportação. A retomada na demanda e a estabilização dos preços contribuíram diretamente para esse avanço.

Setores de insumos e produção primária apresentam recuos

Na contramão dos resultados positivos observados em outros segmentos, o setor de insumos teve queda de 4,6% em 2024. Já o setor primário — que abrange a produção agrícola e pecuária em suas fases iniciais — recuou 0,16%. A redução nos investimentos e o impacto de eventos climáticos adversos influenciaram diretamente esses números.

Esses recuos, embora significativos, foram atenuados pelo bom desempenho da agroindústria e dos serviços vinculados ao agronegócio, que seguiram em ritmo de crescimento.

O PIB do agronegócio brasileiro em 2024 confirmou a importância estratégica do setor para a economia nacional, alcançando R$ 3 trilhões e representando 23% do PIB total. Impulsionado principalmente pelo crescimento da pecuária e pela recuperação nos últimos meses do ano, o setor conseguiu encerrar 2024 com alta de quase 2% em relação ao ano anterior. 

Apesar dos desafios enfrentados pela agricultura e por segmentos como insumos e produção primária, o desempenho dos agrosserviços e da agroindústria ajudou a manter o agronegócio como um dos principais motores da economia brasileira.

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