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Leia: 72% dos cariocas classificam facções como organizações terroristas, aponta Quaest
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21 de outubro de 2026 20:41

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OpiniãoMT > Blog > Brasil > 72% dos cariocas classificam facções como organizações terroristas, aponta Quaest
Brasil

72% dos cariocas classificam facções como organizações terroristas, aponta Quaest

Pesquisa Quaest revela que 72% dos moradores do Rio de Janeiro apoiam enquadrar facções criminosas como organizações terroristas.

Redação OPMT
Publicado em: 3 de novembro de 2025
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3 Minutos de Leitura
72% dos cariocas classificam facções como organizações terroristas, aponta Quaest
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Uma pesquisa divulgada pela Quaest nesta segunda-feira (3) mostra que 72% dos moradores do Estado do Rio de Janeiro são favoráveis à proposta de classificar facções criminosas como organizações terroristas. O tema, que ganha destaque no debate político, já foi adotado por países vizinhos como Argentina e Paraguai, enquanto o governo brasileiro ainda demonstra resistência à medida.

O levantamento foi realizado entre 30 e 31 de outubro, logo após uma megaoperação policial contra o crime organizado no Rio. Além disso, a pesquisa revela que 85% dos entrevistados apoiam o aumento de penas para condenados por homicídios cometidos a mando de facções.

Opinião pública sobre medidas de segurança

Os dados da Quaest também apontam que a maioria da população deseja endurecer o tratamento dado a criminosos. Cerca de 62% dos entrevistados afirmaram ser contra o direito à visita íntima para membros de facções, enquanto 53% defendem o fim da chamada “saidinha” dos presos.

Outra medida que conta com apoio de mais da metade dos fluminenses é a PEC da Segurança, que propõe ampliar a atuação do governo federal no combate ao crime. O texto, embora pouco conhecido em detalhes pelos entrevistados, recebeu 52% de aprovação.

Apoio político à classificação como organizações terroristas

O maior índice de apoio à ideia de reconhecer facções como organizações terroristas está entre os eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro: 95% deles concordam com a proposta. Entre os eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 49% apoiam o enquadramento, enquanto 74% dos que se consideram independentes também se mostraram favoráveis.

O projeto que trata do tema tramita na Câmara dos Deputados. De autoria do deputado Danilo Forte (União-CE), o texto ganhou destaque após a operação no Rio de Janeiro. A proposta prevê não apenas o enquadramento de facções como organizações terroristas, mas também o aumento de penas para o uso de armamento pesado, construção de barricadas e domínio territorial.

O levantamento também abordou outras propostas de segurança pública. Segundo os dados, 59% dos entrevistados são favoráveis à decretação da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) no Rio de Janeiro, como ocorreu em 2018. Além disso, 94% apoiam a criação de um escritório de emergência para combate ao crime organizado, proposto em conjunto pelos governos estadual e federal.

Entre as demais medidas avaliadas, 81% aprovam o uso de câmeras corporais por policiais e 58% são favoráveis à pena de morte para crimes graves. A pesquisa também revelou que 59% dos moradores acreditam que a legalização das drogas não reduziria a violência.

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