*Sêmia Mauad/ Opinião MT
Após um julgamento que se estendeu ao longo de toda a terça-feira e finalizou na noite de ontem, dia 27 de janeiro, o Tribunal do Júri da Comarca de Sinop condenou Wellington Honorato dos Santos a 19 anos e dois meses de reclusão, em regime inicialmente fechado. Ele foi sentenciado pelo assassinato e pela ocultação do cadáver de Bruna de Oliveira, de 24 anos, morta em junho de 2024.
VEREDITO E A SENTENÇA
Os jurados acataram as teses do Ministério Público, reconhecendo o homicídio qualificado e o crime de ocultação de cadáver. Além da pena restritiva de liberdade, a sentença inclui o pagamento de 15 dias-multa. Wellington, que já estava preso preventivamente em Nova Maringá, retornou à unidade prisional para o início do cumprimento da pena.
CONFISSÃO
Durante o julgamento, Wellington confessou o crime e chegou a chorar ao pedir perdão à família da vítima. Em sua defesa, alegou que agiu sob efeito de cocaína e que teria sofrido supostas ameaças de uma facção criminosa.
Um dos momentos mais emocionantes do júri foi o depoimento de Bruno de Oliveira, irmão da vítima. Ele relatou ao plenário a angústia das buscas que realizou por conta própria até encontrar o corpo da irmã descartado em uma valeta no Parque Florestal, após ela ter sido arrastada.
TESE DA DEFESA E RECURSO
A defesa de Wellington já anunciou que irá recorrer da decisão, focando na dosimetria da pena (o cálculo do tempo de prisão). Os advogados contestam a qualificadora de motivo fútil.
-Argumento da Acusação: O crime foi motivado por uma discussão sobre a venda de um ventilador para a compra de drogas.
-Argumento da Defesa: Sustentam que, embora o réu admita a ocultação do cadáver, a tese de motivo fútil não teria respaldo técnico para elevar a pena da forma como foi aplicada.
RELEMBRE O CASO
O crime chocou o estado pela brutalidade. Bruna de Oliveira foi morta dentro de uma residência e teve o corpo arrastado por uma motocicleta pelas vias da cidade até ser desovado em uma área de mata.

