*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O União Brasil e o Partido Progressista (PP) anunciaram, na última terça-feira, dia 02 de agosto, um “rompimento institucional” com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A decisão, tomada em conjunto pelos presidentes das legendas, resultou na ordem de que todos os filiados que ocupam cargos no governo federal devem renunciar às suas funções.
A decisão foi comunicada por meio de uma nota oficial da federação dos partidos, que estipula punições para quem descumprir a determinação.
REPERCUSSÃO EM MATO GROSSO
Líderes do União Brasil em Mato Grosso, estado onde o partido tem grande representatividade, se manifestaram positivamente sobre o rompimento.
Para o chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, a decisão recoloca o partido em sua posição de origem.
“Pensamos diferente, agimos diferente, não acreditamos no modelo do PT de governar. A decisão de hoje coloca o partido na posição que sempre deveríamos estar: combatendo o PT”, afirmou.
A deputada federal, Gisela Simona, reforçou que o alinhamento com o governo federal já não existia, apesar do partido ocupar um ministério.
“Acredito que agora o partido segue mais independente para votar sempre a favor do povo brasileiro”, disse.
O senador Jayme Campos destacou a coerência do ato e a autonomia que sempre manteve em suas votações.
“Foi um ato de coerência que revela a independência partidária. Entregar os cargos é um dever de ética”, ressaltou.
LEIA O DOCUMENTO DO PARTIDO NA ÍNTEGRA
“Comunicado da Federação União Progressista
Informamos a todos os detentores de mandato que devem renunciar a qualquer função que ocupem no governo federal.
Em caso de descumprimento desta determinação, se dirigentes desta Federação em seus estados, haverá o afastamento em ato contínuo. Se a permanência persistir, serão adotadas as punições disciplinares previstas no Estatuto.
Esta decisão representa um gesto de clareza e de coerência. É isso que o povo brasileiro e os eleitores exigem de seus representantes.
Brasília, 02 de setembro de 2025”

