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OpiniãoMT > Blog > Saúde > Taxistas e motoristas de ambulância têm menos chances de desenvolver Alzheimer, diz estudo
Saúde

Taxistas e motoristas de ambulância têm menos chances de desenvolver Alzheimer, diz estudo

Dirigir táxis ou ambulâncias pode proteger contra o desenvolvimento de Alzheimer, aponta estudo da Escola de Medicina de Harvard.

Redação OPMT
Publicado em: 25 de dezembro de 2024
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3 Minutos de Leitura
Taxistas e motoristas de ambulância têm menos chances de desenvolver Alzheimer, diz estudo
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Um estudo recente realizado pela Escola de Medicina de Harvard indicou que dirigir táxis ou ambulâncias pode estar associado a um menor risco de desenvolver Alzheimer. Publicada na revista BMJ, a pesquisa analisou dados de quase 9 milhões de certidões de óbito nos Estados Unidos, investigando a relação entre profissões e a mortalidade pela doença neurodegenerativa.  

Menos riscos de desenvolver Alzheimer 

A pesquisa revelou que motoristas de táxis e ambulâncias apresentaram menores taxas de mortalidade relacionadas ao Alzheimer em comparação com outras profissões. Essa constatação levantou hipóteses sobre como o trabalho que exige processamento espacial e memória de navegação pode influenciar na saúde cognitiva.  

O hipocampo, região cerebral responsável por memória espacial e navegação, desempenha um papel crucial no desenvolvimento do Alzheimer. Segundo os pesquisadores, ocupações que demandam atividades constantes de orientação espacial podem proteger essa região do cérebro contra os impactos da doença.  

Metodologia do estudo

Para chegar a essas conclusões, a equipe de Harvard analisou certidões de óbito de 2020 a 2022, abrangendo informações de adultos que trabalharam em 443 diferentes profissões. O estudo considerou fatores como causas de morte, ocupação principal e variáveis sociodemográficas, como idade, sexo, raça e escolaridade.  

Entre as 348 mil mortes atribuídas ao Alzheimer no período, os pesquisadores identificaram que os motoristas de ambulância tiveram a menor taxa de mortalidade pela doença (0,74%), seguidos pelos taxistas (1,03%). Em comparação, a taxa na população em geral foi de 1,69%.  

Os resultados sugerem que a navegação constante e o uso frequente de habilidades espaciais podem ter um efeito protetor contra o Alzheimer. Diferentemente de outros profissionais de transporte, como caminhoneiros e pilotos de avião, que geralmente seguem rotas pré-determinadas, taxistas e motoristas de ambulância precisam lidar frequentemente com trajetos variáveis, exigindo maior envolvimento cognitivo.  

Além disso, o estudo não encontrou associação semelhante em outras formas de demência, reforçando a possibilidade de que o trabalho cognitivo espacial desempenhe um papel específico na proteção contra o Alzheimer.  

Os pesquisadores ressaltam que, embora os dados sejam promissores, os resultados ainda não são conclusivos. Eles também enfatizaram a necessidade de estudos adicionais para compreender melhor a relação entre atividades cognitivas específicas e o risco de desenvolver Alzheimer. Investigar como outras ocupações ou atividades cognitivas podem influenciar a saúde cerebral é fundamental para validar essas descobertas.

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