*Sêmia Mauad/ Opinião MT
Na manhã da última terça-feira, dia 18 de agosto, o corpo de Fabiano Oliveira Borges, Pépi, foi localizado às margens do Rio Cuiabá, na zona rural do município de Nobres. O homem era o principal suspeito do feminicídio contra a jovem Ana Cristina Pacheco Matos, ocorrido no último sábado, dia 15 de agosto.
O corpo foi encontrado em estado de decomposição, o que inicialmente dificultou a confirmação da identidade. Familiares reconheceram Fabiano, e a confirmação oficial foi realizada posteriormente por meio de exame de papiloscopia.
Segundo informações da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o corpo apresentava sinais de execução. Fabiano foi atingido por sete tiros e estava com as mãos amarradas, indicando que teria sido desovado após ser jogado de uma ponte no município de Nobres. A remoção contou com o apoio do Corpo de Bombeiros, enquanto a perícia foi realizada pela Politec e o corpo encaminhado ao IML.
RELEMBRE O CASO
O crime que vitimou Ana Cristina Pacheco Matos, de apenas 20 anos, causou comoção nacional pela crueldade. O assassinato ocorreu na manhã do último sábado, dia 15 de agosto, no interior de uma kitnet no bairro Alvorada, em Cuiabá.
Ana Cristina e Fabiano mantinham um relacionamento amoroso recente, iniciado há cerca de um mês. Fabiano era proprietário de uma assistência técnica de celulares nas proximidades da residência da vítima. Após uma discussão na noite anterior ao crime, moradores relataram ter ouvido um disparo na manhã seguinte.
Ao fugir, Fabiano trancou o filho de Ana Cristina, de apenas 3 anos, sozinho no imóvel ao lado do corpo da mãe. A vítima foi encontrada com um tiro na nuca e, apesar de ser socorrida ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), não resistiu aos ferimentos e morreu. Ana Cristina deixou dois filhos, um deles portador de necessidades especiais.
A Polícia Civil de Mato Grosso segue investigando agora as circunstâncias da morte de Fabiano.
Paralelamente, a Polícia Militar de Mato Grosso emitiu nota oficial para esclarecer boatos sobre a suposta participação de um policial militar no auxílio da fuga do suspeito.
A corporação negou qualquer envolvimento ilícito e informou que o militar em questão compareceu espontaneamente à DHPP na segunda-feira, dia 17 de agosto, para prestar esclarecimentos, relatando que tentou entrar em contato com o criminoso na tentativa de intermediar a rendição dele.
O caso continua sob diligências da Polícia Civil.

