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Leia: Superior Tribunal Militar divulga carta em apoio ao STF e repudia sanções dos EUA
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9 de junho de 2026 04:48

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OpiniãoMT > Blog > Brasil > Superior Tribunal Militar divulga carta em apoio ao STF e repudia sanções dos EUA
Brasil

Superior Tribunal Militar divulga carta em apoio ao STF e repudia sanções dos EUA

Ministro do tribunal militar defende o STF e condena sanções dos EUA, destacando riscos à independência judicial e à ordem constitucional.

última atualização: 2 de agosto de 2025 13:19
Redação OPMT
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3 Minutos de Leitura
Superior Tribunal Militar divulga carta em defesa do STF
Vidigal classificou como inaceitáveis os ataques que tentam deslegitimar a atuação dos magistrados. Imagem: STM.
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Durante a retomada das atividades do tribunal militar nesta sexta-feira (1º), o ministro Artur Vidigal de Oliveira leu uma declaração em defesa do Supremo Tribunal Federal (STF), posicionando-se contra as sanções aplicadas por autoridades dos Estados Unidos a um membro da Corte. O discurso teve como foco a proteção da independência judicial e a rejeição de qualquer tentativa de intimidação institucional.

Tribunal militar reafirma apoio à independência do STF

O pronunciamento ocorreu na abertura dos trabalhos do Superior Tribunal Militar (STM), quando o ministro Artur Vidigal enfatizou a importância da preservação dos princípios constitucionais que sustentam o Poder Judiciário. Para ele, a solidariedade ao STF deve ser entendida como um ato em defesa da dignidade da justiça brasileira e da segurança jurídica.

— “Este ato transcende a formalidade: é um escudo erguido em defesa da dignidade da justiça e da segurança jurídica em nosso país”, afirmou o ministro.

Vidigal classificou como inaceitáveis os ataques que tentam deslegitimar a atuação dos magistrados. Ele criticou duramente o que chamou de “falsa retórica” usada para enfraquecer o Judiciário e substituí-lo por ações movidas por pressões externas ou populistas.

A manifestação foi intitulada “A Defesa Inegociável da Independência Judicial” e, segundo o ministro, não se tratou apenas de um gesto simbólico. Ele descreveu a ação como um alerta institucional contra medidas que comprometam a soberania das instituições brasileiras.

Vidigal reforçou que os ataques à Corte não se limitam a críticas pessoais, mas sim representam uma ameaça direta à estrutura constitucional do país. Ele reiterou que o tribunal militar não pode se calar diante de atos que minem a autoridade do Judiciário.

— “Quando se tenta pautar o Judiciário pela força ou pela ameaça, substitui-se a balança da Justiça pela vontade da turba”, declarou.

Apoio do Ministério Público Militar

A declaração de Vidigal recebeu apoio imediato do procurador-geral de Justiça Militar, Clauro Roberto de Bortolli, que também defendeu a independência do sistema judicial frente a pressões externas. Segundo Bortolli, preservar a autonomia do Judiciário é fundamental para a manutenção da ordem democrática.

Além disso, o ministro Francisco Joseli Parente Camelo, que presidia a sessão do STM, determinou que o conteúdo do desagravo fosse registrado em ata, reforçando o caráter oficial e institucional do posicionamento da Corte militar.

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