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Leia: Soltura de Oruam é “afronta às Forças de Segurança”, diz Coronel Assis em duras críticas à Justiça
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OpiniãoMT > Blog > Política > Soltura de Oruam é “afronta às Forças de Segurança”, diz Coronel Assis em duras críticas à Justiça
Política

Soltura de Oruam é “afronta às Forças de Segurança”, diz Coronel Assis em duras críticas à Justiça

Jornalista Mauad
Publicado em: 29 de setembro de 2025
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3 Minutos de Leitura
Foto: Reprodução
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*Sêmia Mauad/ Opinião MT

A decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de revogar a prisão preventiva do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam, gerou forte reação no meio político e de segurança. O deputado federal Coronel Assis (União Brasil) utilizou suas redes sociais para fazer duras críticas à Justiça, classificando a soltura como um “absurdo” que desmoraliza o Estado diante do crime organizado.

Em um vídeo veiculado publicamente, o Coronel Assis ressaltou a gravidade do histórico do rapper, que é filho de Marcinho VP, um dos principais líderes de facções do Rio de Janeiro, e estava preso por acusações que incluíam tráfico de drogas e tentativa de homicídio.

“O Brasil mais uma vez assiste à desmoralização da Justiça e o enfraquecimento do Estado diante do crime organizado,” declarou o deputado. “A decisão que soltou o rapper Oruam é uma verdadeira afronta aos esforços das nossas forças de segurança”.

CRÍTICA A CONTRACULTURA E AO FORTALECIMENTO DO CRIME

O Coronel Assis explorou a fundo o impacto negativo que tais decisões judiciais têm na sociedade e no combate ao crime. Ele argumentou que a soltura de Oruam contribui para uma “contracultura” que destrói os valores familiares e corrompe a juventude.

“É essa contracultura que destrói os valores da nossa família, corrompe os sonhos da nossa juventude e que alimenta as facções criminosas com dinheiro, com armas e com novos soldados para as suas atividades públicas,” afirmou.

O deputado foi enfático ao declarar que a justiça, ao beneficiar figuras ligadas ao crime, cobra o preço do cidadão de bem: “Essa decisão desmoraliza o Estado, reforçando a ideia de que a Justiça sempre está em mãos atadas, enquanto os criminosos estão aí, ó, se reforçando a cada dia expandindo os seus domínios e os territórios do crime.”

PRISÃO POR SETE CRIMES E LENTIDÃO BUROCRÁTICA

O caso de Oruam é emblemático. Ele estava encarcerado desde 22 de julho, e foi indiciado por nada menos que sete crimes: tráfico de drogas, associação ao tráfico, resistência, desacato, dano, ameaça e lesão corporal. A prisão ocorreu após, segundo a Polícia Civil, ele ter impedido a apreensão de um menor procurado por tráfico e roubo de carros.

Apesar da liminar do STJ ter sido concedida na sexta-feira, dia 26 de setembro, Oruam continuava preso ainda na manhã desta segunda-feira, 29 de setembro, na Penitenciária Serrano Neves, em Bangu, devido à falta de notificação oficial à Secretaria de Administração Penitenciária (Seap).

O deputado concluiu sua crítica alertando para o risco de “mecanização da violência criminal” e enfatizou a importância de separar arte de ilegalidade:

“O crime não é cultura, a cultura não é crime e o crime também não é arte,” finalizou.

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