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Leia: Senador Jayme Campos pede afastamento temporário de obrigações partidárias para apoiar Wellington Fagundes ao Governo de Mato Grosso
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21 de setembro de 2026 18:10

OpiniãoMT > Blog > Eleições > Senador Jayme Campos pede afastamento temporário de obrigações partidárias para apoiar Wellington Fagundes ao Governo de Mato Grosso
Eleições

Senador Jayme Campos pede afastamento temporário de obrigações partidárias para apoiar Wellington Fagundes ao Governo de Mato Grosso

Jornalista Mauad
Publicado em: 21 de setembro de 2026
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4 Minutos de Leitura
Foto: Reprodução
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*Sêmia Mauad/ Opinião MT

O senador Jayme Campos (União) em um requerimento datado do último dia 16 de setembro, solicitou à direção estadual do União Brasil o afastamento temporário das obrigações partidárias por um período de 45 dias. O principal objetivo da medida é o de viabilizar o apoio público à candidatura de Wellington Fagundes (PL) ao governo estadual, sem que isso resulte em punições por contrariar as diretrizes oficiais da sigla.

A solicitação ocorre em decorrência da divergência política e eleitoral formalizada no partido. Atualmente, o diretório estadual do União Brasil integra a coligação majoritária de apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Palácio Paiaguás. Contudo, como o desacordo restringe-se estritamente às escolhas estratégicas para o pleito ao Governo do Estado, Jayme Campos recorreu a dispositivos do estatuto partidário, que asseguram aos filiados o direito de manifestar as convicções e sustentar posições pessoais, embora reconheça que a norma estabeleça obrigações formais de apoio às candidaturas da sigla.

No documento protocolado junto à Comissão Executiva Estadual para análise em caráter de urgência, o senador faz questão de ressaltar que não pretende deixar o partido. Ele assegura que continuará filiado ao União Brasil e permanecerá integrando a bancada da legenda no Senado Federal.

ENTENDA O CONTEXTO: RACHA EM CONVENÇÃO EM JULHO DESTE ANO

A fratura interna que culminou neste pedido atual tem raízes profundas no processo de escolha da legenda. Em julho deste ano, a convenção estadual do União Brasil, realizada na sede da CDL em Cuiabá, foi palco de intensos embates, vaias, acusações de traição e forte tensão entre as principais lideranças do partido.

O desfecho daquele encontro sacramentou a vitória da ala liderada pelo presidente da legenda e ex-governador Mauro Mendes, que garantiu a aliança e o apoio do partido à candidatura de Otaviano Pivetta, sepultando o projeto de candidatura própria que era encabeçado por Jayme Campos. A disputa mobilizou a cúpula partidária: dos 51 convencionais aptos, 30 votaram favoráveis à aliança com Pivetta, enquanto 19 respaldaram a tese de candidatura própria de Campos, havendo ainda um voto nulo e uma abstenção.

A convenção foi marcada por forte pressão desde o início. Apoiadores de Jayme Campos lotaram o auditório portando bandeiras e adesivos, entoando gritos de protesto e vaiava qualquer liderança alinhada a Pivetta, contando inclusive com o som de uma banda de samba.

O clima de hostilidade refletiu-se nos microfones. O deputado estadual Dilmar Dal Bosco, aliado de Campos, acusou abertamente Mauro Mendes de traição. Em resposta, Mendes classificou o movimento como uma “opção política”.

Visivelmente emocionado após o resultado, o senador Jayme Campos criticou duramente a condução do processo, alegando ter sido derrotado pela força da máquina e pela articulação governista.

“Nunca vi na minha vida, em seis mandatos disputando eleição, uma convenção conduzida assim, de forma draconiana, desigual e desonesta. Se Deus quis decidir que a maioria dos convencionais apoiasse essa coligação, eu respeito. Não faço política na marra ou empurrado goela abaixo”, declarou Campos na ocasião.

Em contrapartida, Mauro Mendes rebateu as acusações e defendeu a lisura da convenção. O ex-governador justificou a escolha pela coerência administrativa e política em favor de Otaviano Pivetta, destacando que a votação foi transparente e seguiu todas as normas legais do partido.

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