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Leia: Senado instala CPI do Crime Organizado para investigar milícias e facções criminosas
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22 de outubro de 2026 15:40

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OpiniãoMT > Blog > Brasília > Senado instala CPI do Crime Organizado para investigar milícias e facções criminosas
Brasília

Senado instala CPI do Crime Organizado para investigar milícias e facções criminosas

Comissão no Senado instala a CPI do Crime Organizado para investigar milícias e facções como PCC e Comando Vermelho.

Redação OPMT
Publicado em: 3 de novembro de 2025
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3 Minutos de Leitura
Senado instala CPI do Crime Organizado para investigar milícias e facções criminosas
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A CPI do Crime Organizado será oficialmente instalada nesta terça-feira (4), às 11h, no Senado Federal. O colegiado terá como missão investigar a estrutura, o funcionamento e a expansão de organizações criminosas no país, com ênfase na atuação de milícias e facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).

O senador Otto Alencar (PSD-BA), de 78 anos, será o responsável por conduzir a sessão de instalação da comissão, por ser o parlamentar mais antigo entre os indicados para integrar o grupo.

Composição e liderança da CPI do Crime Organizado

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), autor do requerimento que originou a criação da CPI do Crime Organizado, deve ser designado relator dos trabalhos. Fontes ligadas ao Senado apontam que há um consenso entre os parlamentares para essa indicação.

Apesar disso, ainda não há definição sobre quem ocupará a presidência do colegiado. As negociações seguem em andamento, com senadores se reunindo em Brasília desde segunda-feira (3) para tentar chegar a um acordo sobre a escolha do presidente.

De acordo com o regimento interno do Senado Federal, o presidente e o vice-presidente de uma CPI são eleitos pelos próprios membros do colegiado. Após a eleição, o presidente nomeia um dos integrantes para exercer a função de relator, papel considerado estratégico por concentrar a condução das investigações e a elaboração do relatório final.

Tradicionalmente, esses cargos são definidos por meio de consenso político. No entanto, há precedentes em que o acordo não foi possível, como ocorreu na CPI do INSS, quando a definição dos nomes acabou recaindo sobre o grupo majoritário dentro da comissão.

Contexto e motivações para a criação da CPI

O pedido de criação da CPI do Crime Organizado foi protocolado no Senado em 17 de junho, mas o tema voltou a ganhar destaque recentemente devido à crise de segurança pública no Rio de Janeiro. A escalada de confrontos e a operação contra o Comando Vermelho na última semana impulsionaram a pressão política pela instalação imediata do colegiado.

A comissão deve focar não apenas nas ações das facções mais conhecidas, mas também na infiltração de milícias em áreas urbanas e na expansão dessas organizações em outras regiões do país.

Com a instalação da CPI do Crime Organizado, o Senado inicia uma nova etapa de investigações sobre o avanço do crime estruturado no Brasil. A expectativa é que o colegiado traga à tona informações relevantes sobre o funcionamento de facções e milícias, contribuindo para o desenvolvimento de políticas públicas mais eficazes no combate à criminalidade organizada.

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