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28 de outubro de 2026 11:03

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OpiniãoMT > Blog > Polícia > Segunda fase da Operação Mãos à Obra mira esquema de R$ 80 milhões na construção civil em Sinop (MT)
Polícia

Segunda fase da Operação Mãos à Obra mira esquema de R$ 80 milhões na construção civil em Sinop (MT)

Jornalista Mauad
Publicado em: 28 de outubro de 2026
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3 Minutos de Leitura
Foto: Polícia Civil
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*Sêmia Mauad/ Opinião MT

O Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, na manhã desta quarta-feira, dia 28 de outubro, a segunda fase da Operação Mãos à Obra. A ação investiga um suposto esquema de corrupção enraizado na aprovação de empreendimentos imobiliários e obras civis no município de Sinop, no norte de Mato Grosso.

Ao todo, os agentes do Gaeco cumprem cinco mandados de prisão preventiva, 17 mandados de busca e apreensão, além do afastamento cautelar das funções públicas de seis servidores. A Justiça Estadual também determinou o bloqueio de bens e valores no montante de até R$ 80 milhões nas contas dos investigados. O Gaeco esclarece que a indisponibilidade patrimonial busca resguardar futuros ressarcimentos ao erário e não significa necessariamente que esse valor exato tenha sido desviado.

ESTRUTURA DO ESQUEMA E ALCANCE DAS INVESTIGAÇÕES

Segundo os levantamentos do Ministério Público, as práticas ilícitas teriam funcionado de forma contínua entre os anos de 2017 e 2026. A engrenagem envolvia a participação de agentes públicos lotados na Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação de Sinop e empresários do setor de construção civil e loteamentos imobiliários.

A primeira fase da Operação Mãos à Obra foi deflagrada em 28 de julho deste ano, quando o Gaeco cumpriu três mandados de busca e apreensão com foco em apurar a cobrança de propina para a agilização de certidões e liberações de obras na administração municipal.

Na ocasião, a investigação identificou dois fiscais de obras como alvos centrais: Valdinei Monteiro da Silva e Lucemar Felix. Durante o cumprimento das buscas, Lucemar foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo, após os policiais encontrarem em sua residência uma pistola calibre 6.35 com 21 munições.

À época da primeira fase, a Prefeitura de Sinop manifestou-se afirmando que as suspeitas recaíam sobre condutas individuais e isoladas dos servidores, e não sobre o funcionamento institucional da Secretaria de Planejamento Urbano e Habitação. A administração municipal reiterou que não compactua com qualquer tipo de irregularidade e que permanece colaborando integralmente com o Gaeco e com as autoridades judiciais para o esclarecimento dos fatos.

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