Os saques em caderneta de poupança excederam os depósitos em R$ 2,931 bilhões no mês de novembro, de acordo com o relatório divulgado pelo Banco Central (BC) nesta sexta-feira. Este resultado dá continuidade ao saldo negativo registrado em outubro, quando a captação líquida ficou em R$ 6,256 bilhões negativos.
Saques em caderneta de poupança em 20254
No último mês, os brasileiros realizaram depósitos no valor de R$ 340,490 bilhões e retiraram R$ 343,421 bilhões da poupança. O rendimento acumulado no período foi de R$ 5,631 bilhões, resultando em um saldo total de R$ 1,021 trilhão na caderneta.
Em comparação com novembro de 2023, quando a modalidade apresentou uma saída líquida de R$ 3,305 bilhões, a diferença entre entradas e saídas mostra uma leve melhora.
Os dados do Banco Central também detalham o desempenho específico de diferentes categorias de poupança. O Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) registrou uma saída líquida de R$ 1,370 bilhão no mês, enquanto a poupança rural apresentou um resultado ainda mais expressivo, com saques líquidos de R$ 1,561 bilhão.
Esses números indicam que ambas as categorias enfrentaram resgates significativos no período, contribuindo para o resultado negativo geral da caderneta.
Acumulado do ano e comparação com anos anteriores
No acumulado de 2024, os saques em caderneta de poupança superaram os depósitos em R$ 20,426 bilhões. Esse saldo reflete a continuidade de uma tendência observada nos últimos anos. Em 2023, o resgate totalizou R$ 87,819 bilhões, enquanto em 2022 o valor foi ainda maior, com saídas líquidas de R$ 103,237 bilhões. Esses números destacam uma redução gradual no saldo negativo, embora os valores continuem expressivos.
Rendimento e saldo total da Poupança
Apesar das saídas expressivas, o rendimento da caderneta de poupança em novembro foi de R$ 5,631 bilhões. Esse montante contribuiu para manter o saldo total da modalidade em R$ 1,021 trilhão.
Mesmo assim, a diferença entre o que é depositado e sacado reflete a preferência dos brasileiros por alternativas de investimento com maior rentabilidade, especialmente em um cenário de juros altos que favorecem outras aplicações.