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Leia: Ramagem nega uso de software de espionagem durante sua gestão à frente da Abin
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8 de junho de 2026 07:01

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OpiniãoMT > Blog > Brasil > Ramagem nega uso de software de espionagem durante sua gestão à frente da Abin
Brasil

Ramagem nega uso de software de espionagem durante sua gestão à frente da Abin

Após operação da Polícia Federal, o Deputado Alexandre Ramagem refutou as acusações de uso ilegal da ferramenta FirstMile pela Abin.

última atualização: 12 de julho de 2024 16:57
Redação OPMT
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2 Minutos de Leitura
Ramagem nega uso de software de espionagem durante sua gestão à frente da Abin
Alexandre Ramagem classificou a investigação da Polícia Federal como baseada em "ilações e rasas conjecturas". Imagem: Redes Sociais.
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O deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (12) para negar qualquer uso ilegal da ferramenta FirstMile. A declaração ocorre um dia após a operação da Polícia Federal, que resultou na prisão de cinco pessoas ligadas à chamada “Abin Paralela”.

A defesa de Alexandre Ramagem

Em sua manifestação, Alexandre Ramagem classificou a investigação da Polícia Federal como baseada em “ilações e rasas conjecturas”. Segundo ele, o sistema FirstMile, alvo das investigações, é utilizado por outras 30 instituições, reforçando a regularidade de sua aquisição.

“A aquisição foi regular, com parecer da AGU, e nossa gestão foi a única a fazer os controles devidos, exonerando servidores e encaminhando possível desvio de uso para a corregedoria. A PF quer, mas não há como vincular o uso da ferramenta pela direção-geral da Abin”, afirmou Ramagem na rede social X.

Ramagem também destacou que as autoridades judiciais e legislativas não foram monitoradas. “Não se encontram em FirstMile ou interceptação alguma. Estão em conversas de WhatsApp, informações alheias, impressões pessoais de outros investigados, mas nunca em relatório oficial contrário à legalidade”, enfatizou o parlamentar.

Contexto das acusações

A operação da Polícia Federal, realizada nesta quinta-feira (11), revelou que a suposta “Abin Paralela” também teria espionado auditores da Receita Federal que investigavam um suposto esquema de “rachadinha” envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. 

Contudo, Ramagem negou qualquer envolvimento nesse caso específico. “Não há interferência ou influência em processo vinculado ao senador Flávio Bolsonaro. A demanda se resolveu exclusivamente em instância judicial”, afirmou.

Na operação de ontem, a Polícia Federal prendeu cinco pessoas acusadas de espionagem ilegal na Abin. Os alvos incluíam um militar do Exército, um agente da Polícia Federal, um empresário, um influenciador digital e um ex-assessor da Secretaria de Comunicação Social do governo Bolsonaro. As prisões marcam uma nova fase nas investigações sobre possíveis desvios e uso indevido de ferramentas de inteligência no Brasil.

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