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Leia: R$ 266,7 bi: arrecadação de impostos do governo Lula bate recorde em maio
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21 de outubro de 2026 21:25

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Governo Lula

R$ 266,7 bi: arrecadação de impostos do governo Lula bate recorde em maio

Arrecadação federal alcança R$ 266,8 bilhões em maio, registra recorde histórico para o período e supera projeções do mercado financeiro.

Redação OPMT
Publicado em: 25 de junho de 2026
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6 Minutos de Leitura
R$ 266,7 bi - arrecadação de impostos do governo Lula bate recorde em maio
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A arrecadação de tributos federais alcançou R$ 266,793 bilhões em maio de 2026, conforme dados divulgados pela Receita Federal nesta quinta-feira (25). O desempenho ficou acima das projeções de analistas do mercado, que estimavam uma receita em torno de R$ 253 bilhões para o período. O resultado representa um crescimento real de 10,69% em comparação com maio de 2025, já descontada a inflação, além de estabelecer o maior valor registrado para o mês desde o início da série histórica, iniciada no ano 2000.

Arrecadação registra desempenho histórico em maio

Os números apresentados pela Receita Federal mostram que o resultado obtido no quinto mês do ano ficou apenas abaixo da arrecadação registrada no mês anterior, quando os cofres públicos receberam R$ 278,823 bilhões. Ainda assim, o desempenho de maio chamou a atenção por superar as expectativas do mercado financeiro e consolidar uma trajetória de crescimento nas receitas tributárias da União.

Segundo o órgão, diversos fatores contribuíram para o aumento da arrecadação, incluindo a expansão da atividade econômica em alguns segmentos, alterações na legislação tributária e receitas extraordinárias registradas ao longo do período.

Imposto de Renda e CSLL impulsionam resultado

Entre os principais tributos responsáveis pelo crescimento das receitas estão o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Juntos, esses dois recolhimentos totalizaram R$ 36,767 bilhões em maio.

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, houve crescimento real de 33,11%. De acordo com o Ministério da Fazenda, aproximadamente R$ 7 bilhões desse montante correspondem a receitas consideradas atípicas, originadas principalmente por mudanças recentes na legislação tributária.

Outro destaque foi o recolhimento por estimativa mensal, que apresentou avanço real de 49,40%. Já a modalidade de lucro presumido registrou crescimento de 8,85% em relação ao mesmo período do ano passado.

Também passou a contribuir para as receitas federais o imposto incidente sobre a exportação de petróleo, que gerou R$ 1,048 bilhão em maio. O tributo foi criado como forma de compensar a redução das alíquotas incidentes sobre o óleo diesel.

Arrecadação previdenciária mantém crescimento

Outro componente importante da arrecadação federal foi o desempenho das receitas previdenciárias. Em maio, esse segmento respondeu por R$ 63,275 bilhões, resultado que representa crescimento real de 4,88% frente ao mesmo período de 2025.

Entre os fatores apontados pela Receita Federal para explicar esse avanço está o aumento de 4,30% da massa salarial, que ampliou a base de contribuintes. Além disso, houve incremento nas compensações envolvendo débitos previdenciários.

O governo também destacou os efeitos da reoneração gradual da contribuição patronal dos municípios e da retomada da tributação sobre a folha de pagamentos das empresas, processo iniciado em janeiro de 2025.

Outro item de destaque foi o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) incidente sobre rendimentos de capital, que arrecadou R$ 31,162 bilhões. Parte desse resultado foi impulsionada pelo pagamento das cotas referentes às declarações do ajuste anual do Imposto de Renda.

Acumulado da arrecadação soma mais de R$ 1,3 trilhão

Nos cinco primeiros meses de 2026, a arrecadação federal atingiu R$ 1,323 trilhão. O montante representa crescimento real de 6,42% na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior e também configura o maior volume já registrado para o período desde o início da série histórica da Receita Federal.

As receitas previdenciárias acumuladas chegaram a R$ 316,102 bilhões entre janeiro e maio, reforçando a contribuição desse segmento para o resultado das contas públicas.

Já as contribuições destinadas ao PIS/Pasep e à Cofins somaram R$ 256,652 bilhões no acumulado do ano. Segundo a Receita Federal, o desempenho foi favorecido pelo aumento das vendas nos setores de comércio varejista e de serviços, refletindo um crescimento real de 4,71%.

Outros tributos também apresentaram crescimento

O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) também registrou forte expansão em 2026. Entre janeiro e maio, o tributo arrecadou R$ 41,823 bilhões, valor que representa aumento real de 38,77% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No mesmo intervalo, o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) acumularam R$ 279,347 bilhões em receitas para a União, contribuindo significativamente para o resultado positivo observado nas contas federais.

Os dados divulgados demonstram que diferentes modalidades de arrecadação apresentaram crescimento consistente ao longo do ano, impulsionadas tanto pelo desempenho da economia quanto por mudanças promovidas na legislação tributária.

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