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Leia: “Quer voltar à cena do crime?”, indaga Otaviano Pivetta a Wellington Fagundes durante debate; VEJA VÍDEO
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20 de agosto de 2026 07:22

OpiniãoMT > Blog > Eleições > “Quer voltar à cena do crime?”, indaga Otaviano Pivetta a Wellington Fagundes durante debate; VEJA VÍDEO
Eleições

“Quer voltar à cena do crime?”, indaga Otaviano Pivetta a Wellington Fagundes durante debate; VEJA VÍDEO

Jornalista Mauad
Publicado em: 19 de agosto de 2026
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4 Minutos de Leitura
Foto: Fernando Rodrigues/Divulgação
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*Sêmia Mauad/ Opinião MT

Durante o debate promovido pela Rádio Centro América na última terça-feira, dia 18 de agosto, o atual governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), desferiu duras críticas contra o adversário, o senador Wellington Fagundes (PL), resgatando antigas alianças políticas e ligações com esquemas de corrupção investigados no passado do estado.

Ao confrontar o concorrente ao Palácio Paiaguás, Pivetta não economizou nas palavras e mirou diretamente no histórico político de Wellington Fagundes, associando-o ao ex-governador Silval Barbosa, que administrou o estado entre 2010 e 2014, e citando nominalmente o atual chefe de gabinete do parlamentar.

“O senhor foi parceiro de Silval e seu chefe de gabinete atual, Cinésio, foi delatado pelo Silval por corrupção. O senhor quer voltar à cena do crime?”, disparou Pivetta durante o embate.

A referência feita pelo governador remete a um dos períodos mais conturbados da política mato-grossense, marcado por escândalos de corrupção revelados por meio de acordos de delação premiada homologados no âmbito da Justiça.

Silval Barbosa foi condenado a penas que somavam 20 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2017, cumprindo regime diferenciado e firmando um amplo acordo de colaboração premiada no qual se comprometeu a devolver cerca de R$ 70 milhões dos cofres públicos, de um total estimado em R$ 1 bilhão desviado durante sua gestão.

Nos depoimentos de delação, Silval apontou detalhadamente o envolvimento de diversas figuras da política estadual, incluindo parlamentares e secretários de Estado.

De acordo com as delações do ex-governador, o então deputado federal Wellington Fagundes o teria procurado para reivindicar o controle sobre a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Transportes (Sinfra), alegando que a pasta pertencia ao PR, partido de Wellington à época, por força de acordos eleitorais firmados.

Ainda conforme os relatos investigados e detalhados nos autos, Wellington teria exigido a nomeação de Cinésio Nunes de Oliveira, então funcionário de seu gabinete parlamentar, para um posto-chave na estrutura de obras rodoviárias do estado, com a atribuição de controlar os recursos e repasses da pasta.

As investigações e os termos da colaboração apontam que, com o avanço e o início dos contratos do ambicioso programa MT Integrado, que contou com um orçamento aproximado de R$ 1,5 bilhão e cerca de R$ 700 milhões executados até o final de 2014, o senador teria passado a pressionar a gestão em busca de supostas vantagens indevidas.

Segundo Silval Barbosa, após conversas diretas com Wellington, ficou pactuado que Cinésio repassaria um percentual fixo sobre os valores pagos pelo Estado a determinadas construtoras contratadas. O ex-governador revelou que as empresas executoras dos projetos do programa MT Integrado pagavam propinas equivalentes a 3% a 4% do montante recebido das faturas públicas.

O OUTRO LADO

Wellington Fagundes afirmou ser um articulador político em Brasília. O senador afirmou que o envio de emendas e verbas orçamentárias faz parte da atuação.

“Eu conheço o Cinésio, ele não tem nenhum processo, que ele foi julgado e condenado. Quero dizer que não ajudei só o governo Silval, eu ajudei todos os governos”.

Fagundes ainda destacou a aprovação do Auxílio Financeiro para Fomento das Exportações (FEX).

“Ajudei a trazer R$ 3 bilhões ao Governo do Estado e R$ 1 bilhão para os municípios”.

VEJA VÍDEO

https://opiniaomt.com.br/wp-content/uploads/2026/08/video-debate.mp4
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