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Leia: Quantidade de impostos no governo Lula atinge nível histórico
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21 de outubro de 2026 21:49

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OpiniãoMT > Blog > Governo Lula > Quantidade de impostos no governo Lula atinge nível histórico
Governo Lula

Quantidade de impostos no governo Lula atinge nível histórico

Governo Lula adota 43 medidas para elevar arrecadação, amplia impostos e enfrenta desafios fiscais mesmo com recorde de receitas.

Redação OPMT
Publicado em: 30 de março de 2026
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4 Minutos de Leitura
Quantidade de impostos no governo Lula atinge nível histórico
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Desde o início do atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governo federal implementou uma série de ações voltadas ao aumento da arrecadação, com destaque para a elevação de impostos. Ao todo, foram 43 iniciativas adotadas em cerca de três anos, o que representa, em média, uma nova medida a cada 27 dias. Esse movimento ocorre em paralelo a sucessivos recordes de arrecadação, que atingiram R$ 2,9 trilhões em 2025, com crescimento real de 3,65%.

Aumento de impostos e impacto na economia

Ao longo da atual gestão, foram registradas 36 ações diretamente relacionadas à criação ou aumento de impostos, além de outras propostas que perderam validade e iniciativas de natureza não tributária. O conjunto dessas medidas tem gerado maior pressão sobre empresas e consumidores.

Especialistas apontam que o aumento da carga tributária pode afetar o desempenho econômico. Em 2025, o país apresentou crescimento de 2,3%, o menor índice desde o período pós-pandemia. Esse cenário é associado à redução do estímulo a investimentos e à perda de competitividade em diversos setores.

Arrecadação recorde não resolve desafios fiscais

Apesar do aumento expressivo na arrecadação, o equilíbrio das contas públicas segue como um desafio. De acordo com análises da Instituição Fiscal Independente, seria necessário um superávit primário superior a 2% do Produto Interno Bruto (PIB) para conter o avanço da dívida pública.

Para 2026, a meta do governo é alcançar déficit zero, utilizando mecanismos semelhantes aos adotados em 2025, como limites do arcabouço fiscal e despesas fora do resultado primário. Ainda assim, especialistas classificam as metas como moderadas diante do cenário econômico.

O sentimento da população em relação à economia também apresentou deterioração recente. Segundo levantamento do Datafolha, 46% dos entrevistados afirmaram perceber piora nas condições econômicas, enquanto apenas 24% indicaram melhora.

Principais medidas para elevar impostos

As ações adotadas pelo governo abrangem diferentes áreas da economia, incluindo consumo, comércio exterior e sistema financeiro.

Entre as principais medidas estão a retomada de tributos sobre combustíveis, alterações na tributação de investimentos e aumento de impostos sobre importações. Também foi instituída a cobrança sobre compras internacionais de baixo valor, conhecida como “taxa das blusinhas”.

Outras iniciativas incluem:

  • Elevação de tributos sobre aço, ferro e painéis solares;
  • Criação de imposto temporário sobre exportação de petróleo;
  • Implementação futura do IVA dual, previsto para 2027;
  • Instituição do chamado Imposto Seletivo, voltado a produtos específicos.

A medida provisória conhecida como “MP taxa tudo” reuniu diversas propostas de aumento de impostos enquanto esteve em vigor em 2025. Mesmo após perder validade, parte das iniciativas foi reapresentada em outros projetos.

Entre elas, destacam-se mudanças na tributação de fintechs, elevação de impostos sobre apostas eletrônicas e alterações em fundos de investimento.

Outras ações fiscais e resultados

Além das medidas tributárias, o governo aprovou mudanças no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), com expectativa de aumento na arrecadação. No entanto, os resultados ficaram abaixo do esperado.

Outra tentativa foi a retomada da cobrança do seguro obrigatório de veículos (DPVAT), posteriormente revogada após repercussão negativa.

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