A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) está em greve por tempo indeterminado a partir de hoje, 18 de maio de 2024. A decisão foi tomada em assembleia realizada na última sexta-feira (17), com 216 votos a favor, 90 contra e 3 abstenções. A paralisação afeta os campi de Cuiabá, Várzea Grande, Sinop e Barra do Garças.
Reivindicações da categoria
Segundo a Associação dos Docentes da UFMT (ADUFMT), o governo federal não apresentou avanços nas negociações sobre as reivindicações da categoria, que foram protocoladas em janeiro de 2023. A falta de diálogo e a ausência de soluções concretas motivaram a decisão pela greve.
– Reestruturação da carreira docente;
– Recomposição salarial e orçamentária;
– Revogação de normas aprovadas nos governos Temer e Bolsonaro que impactam negativamente os servidores públicos federais.
A greve na UFMT se soma a um movimento nacional de paralisações em universidades e institutos federais. Ao menos 52 universidades e 79 institutos estão em greve em todo o país, reivindicando melhores condições de trabalho e valorização profissional.
Proposta do Governo
Em meio à mobilização nacional, os Ministérios da Educação (MEC) e da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) apresentaram uma proposta de reajuste salarial para os docentes, que varia entre 23% e 43% até 2026. A proposta inclui ainda a reestruturação da carreira docente, com aglutinação das classes iniciais, aumento dos steps de progressão e padronização do controle de ponto e frequência.
Apesar da proposta do governo, a ADUFMT ainda não se posicionou oficialmente sobre o assunto. A entidade está em avaliação e deve se manifestar em breve.
A greve na UFMT gera apreensão na comunidade acadêmica, que teme pelos impactos na qualidade do ensino e na pesquisa. Estudantes, professores e técnicos administrativos acompanham a situação com atenção e esperam por um desfecho positivo que atenda às reivindicações da categoria e preserve o futuro da universidade.
A greve na UFMT é um reflexo do descaso do governo federal com a educação pública superior. A falta de diálogo, a insuficiência de recursos e a desvalorização dos profissionais da educação são os principais motivos que levaram à paralisação.
É fundamental que o governo negocie de forma séria e apresente soluções concretas para as demandas da categoria, a fim de garantir o funcionamento das universidades e a qualidade do ensino para todos.