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Leia: Preço da carne bovina dispara nos EUA e Trump libera importação por 90 dias
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21 de outubro de 2026 19:52

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OpiniãoMT > Blog > Economia > Preço da carne bovina dispara nos EUA e Trump libera importação por 90 dias
Economia

Preço da carne bovina dispara nos EUA e Trump libera importação por 90 dias

Trump autoriza importação temporária de até 300 mil toneladas de carne bovina para ampliar a oferta e reduzir preços nos EUA.

Redação OPMT
Publicado em: 22 de agosto de 2026
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6 Minutos de Leitura
Preço da carne bovina dispara nos EUA e Trump libera importação por 90 dias
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O presidente dos Estados Unidos, Trump, anunciou nesta sexta-feira (21) uma medida temporária para ampliar a oferta de carne bovina no mercado americano. A decisão autoriza a entrada de até 300 mil toneladas de carne destinada à produção de carne moída durante um período de 90 dias, sem a aplicação de uma tarifa adicional fora da cota tarifária. A iniciativa ocorre diante da alta dos preços do alimento e da redução do rebanho bovino americano.

Trump anuncia medida para reduzir preço da carne

Segundo o governo americano, a autorização para ampliar as importações tem como principal objetivo aumentar a quantidade de carne disponível aos consumidores e diminuir a pressão sobre os preços. Trump afirmou que a medida poderá permitir que o produto chegue ao mercado americano com uma redução de aproximadamente 25% em relação aos valores praticados atualmente.

A iniciativa foi anunciada em um cenário de preocupação com o custo dos alimentos nos Estados Unidos. A carne bovina está entre os produtos que registraram forte pressão de preços, especialmente devido à menor disponibilidade de animais destinados ao abate.

A autorização terá duração limitada. Durante os 90 dias previstos, até 300 mil toneladas de carne bovina poderão ser importadas para atender principalmente à demanda da indústria de carne moída.

Redução do rebanho aumenta pressão sobre o mercado

A disponibilidade de gado nos Estados Unidos caiu para um dos níveis mais baixos registrados nas últimas décadas. Com menos animais disponíveis para a produção, a oferta doméstica de carne ficou mais restrita, contribuindo para a elevação dos preços.

A carne moída possui importância significativa no mercado americano e é utilizada em grande escala na preparação de hambúrgueres e outros alimentos. Por isso, a redução da oferta de determinados cortes tem impacto direto sobre o segmento.

A recuperação do rebanho, entretanto, não ocorre rapidamente. A expansão da criação de gado depende de um ciclo de produção que pode levar vários anos, o que mantém a necessidade de alternativas para garantir o abastecimento no curto prazo.

Trump responsabiliza administração Biden pela alta

Ao comentar a situação, Trump relacionou a elevação dos preços da carne bovina às políticas adotadas durante a administração do ex-presidente Joe Biden. O atual governo americano defende que a ampliação das compras externas poderá funcionar como uma medida de curto prazo enquanto os produtores recuperam a quantidade de animais disponíveis no país.

A estratégia busca aumentar a oferta sem depender exclusivamente da produção doméstica. Com mais carne disponível no mercado, a expectativa apresentada pelo governo é de redução da pressão sobre os preços pagos pelos consumidores.

Apesar da autorização, a recomposição do rebanho americano continuará sendo um fator importante para o equilíbrio futuro do mercado. Até que a produção nacional volte a crescer de forma significativa, as importações podem desempenhar papel relevante no abastecimento.

Brasil pode ampliar participação no mercado americano

A decisão anunciada por Trump também pode beneficiar fornecedores internacionais de carne bovina, entre eles o Brasil. O país já possui participação relevante nas exportações destinadas aos Estados Unidos e ganhou espaço no mercado americano em meio à redução da oferta local.

Entre janeiro e julho de 2026, o Brasil exportou 233,8 mil toneladas de carne bovina para os Estados Unidos. O volume demonstra a importância do mercado americano para os frigoríficos e produtores brasileiros.

A nova autorização de importação, no entanto, não estabelece previamente qual será a participação de cada país. Até o momento, o governo dos Estados Unidos não informou quanto do volume adicional poderá ser destinado ao Brasil.

Países fornecedores ainda não foram definidos

Também não foram divulgados todos os detalhes sobre a operação. A Casa Branca ainda precisa esclarecer quais países poderão fornecer a carne dentro da nova autorização e de que maneira será organizado o abastecimento durante o período de 90 dias.

Outro ponto ainda sem definição é a responsabilidade pelo custo necessário para garantir o desconto anunciado por Trump. O governo americano não detalhou como será financiada ou operacionalizada a redução de aproximadamente 25% mencionada pelo presidente.

A definição desses critérios será importante para determinar os efeitos concretos da medida sobre os importadores, fornecedores estrangeiros e consumidores americanos.

Medida tem duração limitada

A autorização representa uma alteração temporária na política de importação de carne bovina dos Estados Unidos. O prazo de 90 dias foi estabelecido como uma forma de ampliar a disponibilidade do produto enquanto o setor pecuário americano enfrenta dificuldades para recuperar seu rebanho.

A iniciativa ocorre em um momento de pressão sobre os preços dos alimentos e de busca por alternativas para aumentar a oferta no mercado interno. A entrada de carne estrangeira poderá complementar a produção americana durante o período de menor disponibilidade de gado.

Para o Brasil, a medida cria uma possibilidade de ampliação das vendas para os Estados Unidos, embora ainda não exista uma definição sobre a parcela das 300 mil toneladas que poderá ser fornecida pelo país.

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