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Leia: Polícia Civil revela que feminicídio de empresária em Cuiabá teve motivação financeira
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22 de outubro de 2026 14:55

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OpiniãoMT > Blog > Violência contra a Mulher > Polícia Civil revela que feminicídio de empresária em Cuiabá teve motivação financeira
Violência contra a Mulher

Polícia Civil revela que feminicídio de empresária em Cuiabá teve motivação financeira

Jornalista Mauad
Publicado em: 10 de maio de 2026
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3 Minutos de Leitura
Foto: Larissa Azevedo/MidiaNews
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*Sêmia Mauad/ Opinião MT

A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio do Núcleo de Combate ao Feminicídio, apresentou detalhes perturbadores sobre o assassinato da empresária Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos. Segundo as investigações, o crime, ocorrido na última segunda-feira, dia 4 de maio, foi motivado por interesses financeiros e planejado minuciosamente pelo esposo da vítima, Jackson Pinto da Silva.

O que inicialmente parecia um desaparecimento cercado de mistério revelou-se uma trama supostamente arquitetada pelo marido. De acordo com a delegada Jéssica Assis, Jackson não apenas matou a esposa, como também tentou extorquir a família e desviar o foco das investigações.

“Constatamos que se tratou realmente de um crime premeditado. Esse suspeito simulou inclusive um sequestro dessa vítima”, afirmou a delegada.

Para sustentar a farsa, Jackson teria contado com a ajuda de um possível cúmplice para clonar o WhatsApp da empresária. Ele chegou a realizar ligações simulando ser um sequestrador e exigiu um resgate de R$ 30 mil. Em uma tentativa de dar veracidade à história, o suspeito transferiu R$ 500 da conta da vítima como uma suposta “prova de vida”. No entanto, a perícia aponta que, naquele momento, Nilza já estava morta.

O CRIME

As investigações apontam que Nilza foi assassinada enquanto dormia, na residência do casal. Jackson imobilizou a esposa, amarrando braços e pernas, e a matou por estrangulamento utilizando um lacre plástico, popularmente conhecido como “enforca-gato”.

Após o crime, o suspeito transportou o corpo para outro imóvel, localizado no bairro Parque Cuiabá, onde o ocultou em um buraco de aproximadamente dois metros de profundidade nos fundos do terreno. O corpo da empresária foi encontrado pela polícia enrolado em um lençol.

A FRIEZA DO ACUSADO

A frieza de Jackson Pinto da Silva chamou a atenção. Durante as primeiras horas de buscas, ele demonstrou uma tranquilidade incomum, o que gerou desconfiança imediata nos familiares de Nilza. Ao contestarem as contradições na versão do sequestro, os parentes procuraram a polícia.

A Polícia Civil realizou a apreensão de diversos materiais que serão fundamentais para o inquérito, que incluem celulares e notebook, que podem ajudar a rastrear a clonagem do aplicativo e as comunicações sobre o falso resgate, além de HDs de câmeras de segurança, para mapear a movimentação de Jackson no dia do crime e no transporte do corpo.

O suspeito agora responde por feminicídio majorado pela premeditação e ocultação de cadáver.

A polícia segue trabalhando para identificar e prender o possível cúmplice que auxiliou na parte tecnológica da fraude.

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