*Sêmia Mauad/ Opinião MT
As investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) sobre o assassinato do cabo da Polícia Militar e instrutor de artes marciais Renato Oliveira Aragão, de 32 anos, foram oficialmente concluídas.
Na última sexta-feira, dia 14 de agosto, a Polícia Civil formalizou o indiciamento do principal suspeito, apontando elementos robustos para responsabilizá-lo criminalmente.
O acusado, identificado como Jhonathan Vieira dos Santos, de 33 anos, foi indiciado pelo crime de homicídio qualificado, com a incidência de qualificadoras como o emprego de meio cruel e o uso de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima. Caso seja condenado em julgamento pelo Tribunal do Juri, a pena prevista para os crimes pode variar de 12 a 30 anos de prisão.
Atualmente, Jhonathan permanece detido. Ele havia sido preso em flagrante logo após o crime e teve a prisão convertida em preventiva pela Justiça, ficando recluso e à disposição do Poder Judiciário.
RELEMBRE O CRIME: EXECUÇÃO DURANTE AULA DE JIU-JITSU
O assassinato ocorreu no dia 4 de agosto, nas dependências de um Centro de Referência de Assistência Social (Cras) localizado no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande.
O cabo Renato Aragão, que coordenava instruções de artes marciais inseridas em um projeto comunitário vinculado ao 25º Batalhão da Polícia Militar, ministrava uma aula de jiu-jitsu para alunos, incluindo crianças que acompanhavam a atividade esportiva no tatame.
O espaço foi invadido pelo atirador. Munido de um revólver calibre 38, Jhonathan Vieira dos Santos disparou várias vezes contra o policial militar, que foi atingido e caiu gravemente ferido. Apesar dos esforços de socorro, o militar não resistiu aos ferimentos e morreu.
O plano de fuga do criminoso foi frustrado pelos próprios alunos do projeto social, que avançaram sobre o atirador logo após os disparos, conseguindo contê-lo e imobilizá-lo até a chegada das equipes da Polícia Militar.
MOTIVAÇÃO PASSIONAL E HISTÓRICO DE AMEAÇAS
As apurações conduzidas pela DHPP revelaram que o homicídio teve motivação passional. O inquérito apontou que o suspeito alimentava crises intensas de ciúmes e nutria convicções Sobre um supostO relacionamento extraconjugal entre a vítima e a companheira dele.
O histórico já contava com registros formais. Meses antes de cometer o crime, Jhonathan havia registrado um boletim de ocorrência no qual mencionava a suposta relação e desferia ameaças diretas contra o policial militar.
Durante o interrogatório na delegacia conduzido pelo delegado Rogério Gomes, o suspeito optou por permanecer em silêncio, sendo autuado em flagrante e, agora, tendo o inquérito encerrado com o indiciamento qualificado que embasará a denúncia do Ministério Público.
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