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Leia: Polícia Civil ataca patrimônio de R$ 43 milhões de facção liderada por “Vovozona”
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OpiniãoMT > Blog > Polícia > Polícia Civil ataca patrimônio de R$ 43 milhões de facção liderada por “Vovozona”
Polícia

Polícia Civil ataca patrimônio de R$ 43 milhões de facção liderada por “Vovozona”

Jornalista Mauad
Publicado em: 10 de fevereiro de 2026
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3 Minutos de Leitura
Foto: Polícia Civil-MT
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*Sêmia Mauad/ Opinião MT

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira, dia 10 de fevereiro, a Operação Imperium, uma ação coordenada para desarticular o braço financeiro de uma facção criminosa que atua na região sul de Mato Grosso. A ofensiva cumpre 61 ordens judiciais em quatro estados, focando na lavagem de dinheiro e no uso de documentos falsos para ocultar bens ilícitos.

Foto: Polícia Civil-MT

As investigações, conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Cuiabá, resultaram em um cerco financeiro sem precedentes contra o grupo:

-Bloqueio de Contas: Interdição de valores de até R$ 43 milhões de 21 investigados.

-Sequestro de Bens: Apreensão de quatro imóveis avaliados em mais de R$ 4 milhões e 10 veículos de luxo.

-Mandados: Cumprimento de 2 prisões preventivas e 14 mandados de busca e apreensão.

CONEXÕES INTERESTADUAIS

Foto: Polícia Civil-MT

O núcleo da organização estava baseado em Rondonópolis, onde operavam o setor empresarial e os operadores patrimoniais. Entretanto, a rede de lavagem de dinheiro estendia seus tentáculos para outros estados:

-Paraná: Localizado o alvo responsável pela operação financeira da facção.

-Minas Gerais: Foco na operacionalização da compra de imóveis.

-Rio de Janeiro: Atuação de operadores patrimoniais.

O PERFIL DO LÍDER: A FUGA DE “VOVOZONA”

O principal alvo da operação é G.R.S., conhecido como “Vovozona”, apontado como liderança de alta periculosidade da facção. O criminoso ganhou notoriedade após uma fuga inusitada em 14 de julho de 2023.

Na ocasião, ele e outro detento do Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, tinham autorização para serviço extramuros. No entanto, em vez de retornar à unidade, pararam em uma churrascaria na Avenida Miguel Sutil, em Cuiabá, onde almoçaram com duas mulheres. Após uma delas pagar a conta, “Vovozona” fugiu em uma caminhonete e não retornou mais ao sistema prisional.

O ESQUEMA DE LAVAGEM DE DINHEIRO

Durante os dois anos de liderança e o período como foragido, “Vovozona”, sua esposa e comparsas utilizaram documentação falsa para abrir contas bancárias e empresas de fachada em Rondonópolis.

Registradas em nomes falsos ou de laranjas ligados ao alvo, essas empresas recebiam o capital ilícito da facção.

O dinheiro era “lavado” através da compra de veículos, imóveis de alto padrão e repasse dos lucros aos membros da organização.

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