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OpiniãoMT > Blog > Educação > PISA 2025: Brasil segue nas últimas posições no ranking da educação
Educação

PISA 2025: Brasil segue nas últimas posições no ranking da educação

Brasil mantém desempenho no Pisa 2025, mas registra baixo nível de proficiência e ocupa 71º lugar em matemática no ranking da educação.

Redação OPMT
Publicado em: 8 de setembro de 2026
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7 Minutos de Leitura
PISA 2025 - Brasil segue nas últimas posições no ranking da educação
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O Brasil manteve em 2025 um desempenho semelhante ao registrado nas últimas edições do Pisa, avaliação internacional que mede os conhecimentos de estudantes de 15 anos. No ranking da educação, o país aparece em posições inferiores em matemática e ciências, enquanto apresenta resultado relativamente melhor em leitura. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (8) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Brasil mantém estabilidade no Pisa 2025

O Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, conhecido pela sigla Pisa, reuniu nesta edição participantes de 91 países e economias. O número é superior aos 81 participantes registrados em 2022.

A avaliação tradicionalmente analisa o desempenho de jovens de 15 anos em áreas consideradas fundamentais para a formação escolar. Em 2025, além de matemática, leitura e ciências, o exame incluiu pela primeira vez uma avaliação voltada à resolução de problemas utilizando ferramentas computacionais.

De acordo com os dados divulgados pela OCDE, os resultados brasileiros nas três áreas tradicionais permaneceram estatisticamente estáveis em comparação com 2022. Isso significa que as pequenas oscilações nas notas não foram suficientes para caracterizar uma alteração significativa no desempenho dos estudantes.

A posição ocupada pelo Brasil no ranking da educação, portanto, não deve ser analisada isoladamente. Como houve aumento no número de países participantes, a entrada de novos concorrentes naturalmente pode alterar a colocação de cada país, mesmo quando sua pontuação permanece praticamente inalterada.

Ranking da educação: desempenho brasileiro por área

Entre os países e economias que apresentaram resultados nas diferentes áreas avaliadas, o Brasil registrou as seguintes posições:

  • 71º lugar em matemática, com 377 pontos;
  • 52º lugar em leitura, com 408 pontos;
  • 67º lugar em ciências, com 409 pontos.

Na comparação direta das posições com 2022, o Brasil caiu oito colocações em matemática, uma em leitura e seis em ciências. Entretanto, segundo os critérios estatísticos utilizados pela OCDE, essas mudanças de posição não representam necessariamente uma piora no desempenho dos estudantes.

Matemática apresenta o resultado mais baixo

Matemática foi a área em que o Brasil apresentou a menor pontuação. Foram 377 pontos, resultado que colocou o país na 71ª posição entre 89 participantes com dados disponíveis para essa disciplina.

Na América Latina, o Brasil ficou atrás de Uruguai, Chile, México, Costa Rica, Peru e Colômbia. O desempenho brasileiro foi semelhante ao do Líbano. Por outro lado, Argentina, Equador, El Salvador, República Dominicana, Paraguai e Guatemala registraram pontuações inferiores.

O resultado mantém a matemática entre os principais desafios apresentados pelos dados do Pisa. Na média dos países integrantes da OCDE, a pontuação na disciplina também apresentou redução entre 2015 e 2025, com queda de 22 pontos no período.

Ciências coloca Brasil na 67ª posição

Ciências foi o principal foco do Pisa 2025, algo que não ocorria desde 2015. Nesta área, os estudantes brasileiros alcançaram 409 pontos.

A pontuação colocou o Brasil na 67ª posição entre 90 países e economias avaliados. O país ficou empatado com o Azerbaijão e à frente de Jordânia e Peru.

Apesar de ter obtido uma pontuação superior à registrada em matemática, o resultado ainda manteve o Brasil em uma posição inferior no cenário internacional, de acordo com os dados apresentados pela OCDE.

Leitura tem melhor colocação brasileira

Entre as três áreas tradicionais do Pisa, leitura foi aquela em que o Brasil conquistou a melhor colocação. Foram 408 pontos e a 52ª posição entre 89 participantes.

O resultado foi dois pontos menor do que o registrado em 2022. A diferença, contudo, foi considerada estatisticamente não significativa pela OCDE.

Singapura liderou a avaliação de leitura, com 535 pontos. Na sequência apareceram as regiões chinesas de Pequim, Xangai, Jiangsu e Zhejiang, com 527 pontos; Taiwan, com 508; Japão, com 503; e Macau e Coreia do Sul, ambos com 501.

B-S-J-Z, conjunto de regiões chinesas, e Singapura também estiveram entre os destaques gerais do Pisa. Japão, Coreia do Sul, Estônia, Macau, Taipé Chinês e Reino Unido também figuraram entre os dez melhores desempenhos nas três áreas tradicionais.

Baixa proficiência ainda preocupa

Apesar da estabilidade estatística observada nos resultados, os dados mostram uma parcela significativa de estudantes brasileiros abaixo dos níveis considerados mínimos de proficiência.

Segundo a OCDE, 43,8% dos estudantes brasileiros ficaram abaixo do nível mínimo nas três disciplinas avaliadas tradicionalmente pelo Pisa. Na média dos países da organização, esse percentual foi de 19,7%.

O levantamento também aponta uma participação reduzida de estudantes brasileiros nos níveis mais elevados de desempenho. Apenas 1,8% alcançaram alto desempenho em pelo menos uma das áreas, enquanto a média da OCDE chegou a 11,9%.

Os números ajudam a dimensionar o cenário apresentado pelo ranking da educação internacional, especialmente quando são considerados não apenas os lugares ocupados pelos países, mas também os níveis de proficiência alcançados pelos estudantes.

Pisa também avaliou ferramentas computacionais

Uma das novidades do Pisa 2025 foi a inclusão de uma avaliação específica sobre resolução de problemas utilizando ferramentas computacionais.

A proposta busca verificar como os estudantes utilizam recursos tecnológicos para solucionar situações que envolvem diferentes etapas de raciocínio, incluindo ferramentas relacionadas à modelagem e à programação.

O Brasil obteve 406 pontos nessa avaliação, abaixo da média de 500 pontos registrada pela OCDE. Como essa foi a primeira edição em que a competência foi avaliada, ainda não existe uma série histórica que permita comparar o desempenho brasileiro com edições anteriores.

Desempenho já apresentava dificuldades antes da pandemia

Os dados divulgados pela OCDE também indicam que a trajetória de enfraquecimento dos resultados educacionais não começou exclusivamente durante a pandemia de Covid-19.

Segundo a organização, a perda de desempenho já era observada antes da pandemia e continuou em diversos sistemas educacionais. Dessa forma, os resultados de 2025 estão inseridos em um processo mais amplo de mudanças no desempenho dos estudantes.

No caso da matemática, a redução de 22 pontos observada na média da OCDE entre 2015 e 2025 corresponde, segundo a organização, a pouco mais de um ano de aprendizagem.

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