*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), deflagrou na manhã de sexta-feira, dia 15 de outubro, a Operação Persona Sintética. A ação teve como objetivo desarticular uma associação criminosa com base no município de Várzea Grande especializada no cometimento de golpes e fraudes eletrônicas em todo o estado.

Ao todo, os policiais cumpriram 15 ordens judiciais expedidas pela Justiça, sendo cinco mandados de prisão preventiva, cinco mandados de busca e apreensão e cinco ordens de afastamento de sigilo telemático.
As investigações conduzidas pela DRCI tiveram início no começo de 2023, após o registro de uma tentativa de estelionato eletrônico. Na ocasião, os criminosos utilizaram técnicas de engenharia social por meio do aplicativo WhatsApp, empregando fotografias de familiares da vítima para solicitar transferências bancárias via Pix. Embora o pagamento não tenha sido efetuado e o crime tenha permanecido na forma tentada, a apuração permitiu mapear os operadores do esquema.

No decorrer das diligências, a Polícia Civil identificou um dos articuladores do grupo, que foi alvo de mandado de busca e apreensão em setembro de 2025. Naquele cumprimento, foram apreendidos aparelhos celulares e diversos documentos de identidade falsos com fotos e dados em nome de terceiros. As apreensões revelaram que os investigados operavam uma verdadeira central estruturada para a aplicação sistemática de fraudes digitais, o que possibilitou identificar a qualificação e a função de cada integrante na organização.
Com o aprofundamento das investigações e a análise dos materiais recolhidos, a DRCI elucidou o modo de atuação da rede criminosa. Os alvos da operação respondem pelos crimes de associação criminosa, falsificação de documento público e estelionato qualificado por fraude digital.
Além dos delitos cibernéticos e contra o patrimônio, alguns dos investigados também tiveram a participação identificada no crime de tráfico de drogas na região.

