O presidente da seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo (OAB-SP), Leonardo Sica, afirmou que é necessária uma apuração abrangente sobre possíveis irregularidades envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) no chamado caso Master. A declaração foi feita após evento sobre o Judiciário, no domingo (6), quando o dirigente destacou a importância de esclarecer todos os fatos relacionados às suspeitas.
STF deve investigar todas as suspeitas, diz OAB-SP
Durante coletiva, Sica ressaltou que informações divulgadas pela imprensa levantam questionamentos que precisam ser devidamente analisados. Segundo ele, relatos envolvendo o uso de aeronaves privadas por integrantes da Corte, supostamente ligadas a pessoas investigadas no caso, devem ser incluídos nas apurações.
Contato com a PGR e cobrança por respostas
O presidente da OAB-SP também informou que a entidade mantém interlocução com a Procuradoria-Geral da República (PGR) para acompanhar o andamento das investigações. Ele afirmou que, apesar de não citar nomes específicos, considera essencial que todos os pontos levantados sejam examinados com rigor.
Sica ainda destacou a necessidade de atuação da PGR diante das denúncias, mencionando a ausência de manifestações mais incisivas por parte do órgão até o momento.
Código de conduta no STF antes das eleições
Outro ponto levantado pelo dirigente foi a possibilidade de o próprio Supremo Tribunal Federal adotar medidas internas para evitar impactos políticos, especialmente com a proximidade do período eleitoral. Entre as sugestões está a implementação de um código de conduta que estabeleça diretrizes mais claras para os ministros.
Segundo reportagens recentes, os ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Nunes Marques teriam utilizado aeronaves privadas vinculadas ao empresário Daniel Vorcaro, apontado como dono do Banco Master.
Oposição cobra STF por informações sobre linha telefônica
Paralelamente, a liderança da oposição na Câmara dos Deputados também pressiona o Supremo Tribunal Federal por esclarecimentos. O deputado Gilberto Silva afirmou que ainda não recebeu resposta a um ofício enviado ao presidente da Corte, Luiz Edson Fachin.
Pedido envolve identificação de uso de bem público
O documento solicita a identificação de usuários de uma linha telefônica associada ao STF e ao empresário Daniel Vorcaro. Segundo a oposição, o número estaria registrado em sistema oficial e teria mantido contato com o investigado.
A Diretoria-Geral do Supremo indicou que a responsabilidade por esse tipo de informação é da Presidência da Corte, o que levou à reiteração formal do pedido por parte dos parlamentares.
Pressão por transparência e possível adoção de medidas legais
Diante da ausência de resposta, a oposição estabeleceu prazo para manifestação e sinalizou que poderá adotar medidas administrativas e judiciais caso não haja retorno. Em nota, a liderança afirma que não existem impedimentos para a divulgação dos dados solicitados.
O deputado Gilberto Silva também criticou o silêncio institucional, reforçando que a questão envolve o uso de recursos públicos e, portanto, demanda transparência.

