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Leia: Navios de guerra dos EUA chegam a América Latina para combater cartéis de drogas
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OpiniãoMT > Blog > Mundo > Navios de guerra dos EUA chegam a América Latina para combater cartéis de drogas
Mundo

Navios de guerra dos EUA chegam a América Latina para combater cartéis de drogas

Os Estados Unidos enviam navios de guerra para a Venezuela em ação contra cartéis latino-americanos, aumentando tensão com Maduro.

última atualização: 19 de agosto de 2025 17:32
Redação OPMT
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3 Minutos de Leitura
Navios de guerra dos EUA chegam a América Latina para combater cartéis de drogas
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Os Estados Unidos anunciaram o envio de navios de guerra para as águas próximas à Venezuela como parte de uma operação voltada ao combate ao narcotráfico. A movimentação, que envolve contratorpedeiros equipados com sistema de mísseis guiados, ocorre em meio à intensificação da política de segurança do governo de Donald Trump contra cartéis latino-americanos.

Envio de navios de guerra para a região

Segundo informações de autoridades americanas, três contratorpedeiros, USS Gravely, USS Jason Dunham e USS Sampson foram destacados para patrulhar a região. A missão deve se estender por vários meses, reforçando a presença militar dos EUA no Caribe. O objetivo declarado é conter o tráfico de drogas, especialmente o fentanil e outras substâncias que, de acordo com o governo norte-americano, alimentam a violência em diversas cidades dos Estados Unidos.

Um porta-voz do Departamento de Defesa confirmou que os navios de guerra atuarão como parte de uma estratégia ampliada de combate ao narcotráfico. Além disso, a ação está inserida em uma campanha mais ampla de Trump para pressionar países vizinhos a colaborarem no enfrentamento aos cartéis.

Pressões sobre o México e ações contra cartéis

Donald Trump também tem intensificado a pressão sobre a presidente mexicana Claudia Sheinbaum, solicitando maior cooperação em medidas de segurança. No entanto, a mandatária tem reiterado que não aceitará violações à soberania mexicana, rejeitando propostas de intervenção direta das Forças Armadas americanas.

Em fevereiro, o governo republicano incluiu grupos como o Tren de Aragua, da Venezuela, e o MS-13, de El Salvador, na lista de organizações terroristas estrangeiras. Seis facções mexicanas também foram classificadas da mesma forma, justificando a decisão pela conexão internacional dessas redes criminosas, envolvidas em tráfico de drogas, contrabando de migrantes e atos violentos.

O ditador venezuelano Nicolás Maduro reagiu à movimentação anunciando a mobilização de mais de 4,5 milhões de milicianos em todo o território. De acordo com dados oficiais, a Milícia Nacional Bolivariana criada por Hugo Chávez e integrada às Forças Armadas do país conta com cerca de 5 milhões de integrantes entre reservistas e civis armados.

Durante um evento em Caracas, Maduro afirmou que os EUA estariam intensificando suas ameaças contra a Venezuela. Além disso, criticou o aumento da recompensa oferecida por Washington para sua captura, que dobrou para US$ 50 milhões. O governo norte-americano acusa o líder venezuelano de colaborar com cartéis de drogas para enviar cocaína misturada com fentanil aos Estados Unidos.

As tensões entre Maduro e Washington se arrastam desde o primeiro mandato de Trump. Em 2020, o presidente venezuelano e aliados próximos foram indiciados em Nova York sob acusações de narcoterrorismo e conspiração para tráfico internacional de cocaína. Na ocasião, os EUA ofereceram uma recompensa de US$ 15 milhões pela prisão do chefe de Estado.

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