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Leia: Médicos de Várzea Grande pedem revisão de decisões e ampliação de recursos para a saúde municipal
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Prefeitura de Várzea Grande

Médicos de Várzea Grande pedem revisão de decisões e ampliação de recursos para a saúde municipal

Jornalista Mauad
Publicado em: 31 de março de 2026
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4 Minutos de Leitura
Foto: Secom VG
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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), realizou uma reunião com médicos do programa Mais Médicos para esclarecer o pedido de descredenciamento de vagas na modalidade de coparticipação.

Moretti foi enfática ao afirmar que nenhum profissional será desligado neste momento. Segundo ela, os médicos permanecerão atuando normalmente nas unidades básicas de saúde até que haja uma nova discussão com o Ministério da Saúde.

Atualmente, o Município conta com 25 profissionais vinculados ao programa, sendo 15 na modalidade de coparticipação, custeados pela própria Prefeitura, e 10 financiados integralmente pelo Ministério da Saúde.

Entre os médicos presentes, o clima após a reunião foi de maior tranquilidade. O médico Thiago Oliveira, que atua na unidade do Cristo Rei há mais de dois anos, afirmou que o encontro foi fundamental para esclarecer dúvidas.

“Quando recebemos o comunicado, ficamos sem entender o que estava acontecendo. Isso gerou muita insegurança. Agora está mais claro, mais tranquilo, e conseguimos até orientar melhor a população”, relatou.

Já o médico Natanael da Costa, que atua há dois anos na unidade do bairro 24 de Dezembro, destacou o impacto da notícia entre os pacientes, especialmente os idosos.

“Fiquei muito triste, principalmente pelos meus pacientes, em maioria idosos. Muitos ficaram preocupados com a possibilidade de descontinuidade do atendimento uma vez que eles já têm uma certa afinidade com o médico”, afirmou.

Ele ainda ressaltou a importância da reavaliação da decisão e da busca por mais recursos para o Município.

“Espero que essa situação seja revista e que o Município consiga ampliar os recursos para manter o atendimento à população”, completou.

ENTENDA O CASO

O pedido de descredenciamento das 15 vagas foi motivado por uma análise técnica, administrativa e financeira. Apenas com esses profissionais, o custo mensal chega a mais de R$ 253 mil, com um valor individual de R$ 16.621,63, incluindo bolsa e benefícios.

A secretária municipal de Saúde, Deise Bocalon, explicou que a medida inicial teve como principal objetivo a redução de custos para o Município, especialmente diante do impacto da folha de pagamento da pasta.

Segundo ela, o foco da análise foi justamente os profissionais na modalidade de coparticipação, que não são integralmente custeados pelo Ministério da Saúde.

“A Secretaria buscou alternativas para reduzir custos, principalmente em relação aos médicos que estão na coparticipação. Esse foi o principal ponto de análise, considerando que a folha da saúde do Município é muito alta”, pontuou.

De acordo com a gestão municipal, a contratação direta de médicos pode representar economia significativa, permitindo a aplicação dos recursos em outras áreas prioritárias da saúde, como a aquisição de insumos.

Outro ponto considerado foi a limitação administrativa do modelo. Como os profissionais possuem vínculo direto com o Governo Federal, o Município tem restrições na gestão plena desses médicos.

A prefeita também ressaltou que há interesse da gestão em manter, e até ampliar, o número de profissionais vinculados ao programa, principalmente pela importância do financiamento federal.

Ela destacou que os recursos atualmente comprometidos com a coparticipação poderiam ser redirecionados para fortalecer a rede municipal.

*Flavia Porfírio

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