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Leia: Mauro Mendes veta reajuste de 6,8% para servidores do Judiciário e cita risco à Lei de Responsabilidade Fiscal
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7 de março de 2026 04:41

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OpiniãoMT > Blog > Governo de Mato Grosso > Mauro Mendes veta reajuste de 6,8% para servidores do Judiciário e cita risco à Lei de Responsabilidade Fiscal
Governo de Mato GrossoJustiça

Mauro Mendes veta reajuste de 6,8% para servidores do Judiciário e cita risco à Lei de Responsabilidade Fiscal

última atualização: 2 de dezembro de 2025 09:11
Jornalista Mauad
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3 Minutos de Leitura
Foto: Mayke Toscano
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*Sêmia Mauad/ Opinião MT

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), vetou integralmente o Projeto de Lei nº 1398/2025, que concedia 6,8% de reajuste salarial aos cerca de 3,5 mil servidores do Poder Judiciário.

A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial do Estado na última segunda-feira, dia 1º de dezembro, e fundamentada no risco de o Estado descumprir os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Apesar de o reajuste ter sido aprovado sob intensa pressão dos servidores na Assembleia Legislativa (ALMT) no dia 19 de novembro, o Executivo reforçou a necessidade de prudência fiscal diante do impacto bilionário que a medida poderia gerar se estendida aos demais Poderes.

RISCO DE 1,6 BILHÃO E LIMITE PRUDENCIAL

A justificativa de veto do governador destacou que, mesmo o Tribunal de Justiça (TJMT) tendo limite setorial próprio, sua folha de pagamento impacta o cômputo global da Receita Corrente Líquida (RCL) do Estado.

Em trecho da publicação, Mauro Mendes foi enfático ao citar o risco de desequilíbrio:

“O aumento das tabelas remuneratórias de seus servidores expõe o Estado à proximidade do limite prudencial e às restrições automáticas previstas no art. 22 da LRF.”

O governador ainda citou o próprio TJMT, que na mensagem de encaminhamento do projeto à ALMT, reconheceu que a despesa corrente líquida do Poder Judiciário já havia atingido 88,41% na relação com a receita corrente, ultrapassando o limite de alerta e se aproximando do limite máximo de 95% estipulado pela Constituição Federal.

O Executivo já vinha manifestando preocupação com o impacto orçamentário imediato do reajuste, estimado em R$ 42 milhões apenas neste ano para o Judiciário. O secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia (União), havia alertado que o impacto total, se estendido a todos os Poderes, seria de R$ 1,6 bilhão (excluindo o impacto previdenciário).

O QUE OCORRE AGORA

Com o veto integral, o Projeto de Lei nº 1398/2025 retorna agora para a Assembleia Legislativa.

A votação para manter ou derrubar o veto do Executivo está prevista para ocorrer nesta quarta-feira, dia 3 de dezembro.

Caso o veto seja derrubado pela maioria dos deputados, o reajuste será promulgado.

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