*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O clima político em Mato Grosso subiu de temperatura na última segunda-feira, dia 9 de março. O governador Mauro Mendes (União) rebateu as declarações do senador Wellington Fagundes (PL), que, no dia anterior, havia “exigido respeito” e cobrado lealdade pelo apoio recebido do grupo bolsonarista nas eleições de 2022. Sem recuar, Mendes reafirmou o posicionamento dele e questionou a capacidade administrativa do parlamentar para o Poder Executivo.
“Olha, é bom o senador Wellington fazer a campanha dele, e nós vamos fazer a nossa aqui, não tem problema nenhum. Agora, eu não faltei com respeito para ninguém, não. O que eu disse é verdade”, disparou o governador.
O EMBATE SOBRE O APOIO DE BOLSONARO
A crise entre os antigos aliados começou no último sábado, dia 7 de março, durante um evento do partido Podemos. Na ocasião, Mendes colocou em dúvida a exclusividade do apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à pré-candidatura de Wellington ao Governo do Estado, afirmando que “não ouviu isso do Bolsonaro”, mas apenas de terceiros.
Wellington Fagundes reagiu na segunda-feira, dia 9 de março, lembrando que a palavra dele foi o aval necessário para que o PL apoiasse a reeleição de Mendes em 2022 e que, agora, o governador estaria colocando essa confiança “em xeque”. Em resposta, Mendes foi pragmático e enfático ao separar apoio político de gestão pública.
“Quem governa não são os apoios. Apoio é importante, mas quem governa é quem vai estar sentado lá, e ele não tem experiência nenhuma”, provocou o governador.
FOCO EM PIVETTA
O pano de fundo desse embate é a sucessão estadual. Enquanto Wellington Fagundes tenta consolidar o nome do PL com a benção de Bolsonaro, Mauro Mendes não esconde sua preferência: o governador defende abertamente o nome do vice, Otaviano Pivetta (Republicanos), como o sucessor natural para o Palácio Paiaguás.
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