*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), defendeu enfaticamente o Projeto de Lei da Anistia para os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Ele classificou a oposição da esquerda à proposta como “hipocrisia”, argumentando que membros da própria esquerda já foram beneficiados por anistias no passado.
Mendes não poupou críticas, lembrando de crimes graves cometidos por grupos de esquerda que foram anistiados. “Já tiveram torturadores, já tiveram sequestradores, ladrões de banco da esquerda que foram anistiados. Muita gente cometeu crimes terríveis pertencentes à esquerda e foram anistiados nesse país”, declarou.
O governador argumentou que os manifestantes de 8 de janeiro cometeram erros, mas que suas ações não justificam as penas severas impostas. “Eu não vi nenhuma daquelas velhinhas lá, daqueles velhinhos, daquelas pessoas matando, roubando como algumas vezes aconteceu aí e foram anistiados na história do país. Aquelas pessoas protestaram. Erraram? Claro que erraram. É errado invadir patrimônio público, quebrar patrimônio público”, disse.
Para fortalecer sua defesa, Mendes estabeleceu um paralelo com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), afirmando que o grupo já invadiu prédios públicos, incluindo o Congresso Nacional, sem receber condenações tão pesadas. “Eu vi muitas vezes o MST fazer isso no país e não vi nenhuma vez o MST ser condenado a 14 ou 17 anos de prisão”, comparou.
O governador concluiu sua fala reiterando a necessidade de um tratamento diferenciado para os condenados dos atos de 8 de janeiro, posicionando-se a favor da anistia.
VEJA VÍDEO DO GOVERNADOR MAURO MENDES

