*Sêmia Mauad/ Opinião MT
Cerca de 4 mil pessoas, incluindo líderes da direita mato-grossense e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), se uniram no último domingo, dia 7 de setembro, na Praça 8 de Abril, em Cuiabá. O ato, parte do movimento nacional “Reaja Brasil” convocado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), teve como principais alvos o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Um dos focos principais da manifestação foi o pedido de anistia para os envolvidos nos atos de 8 de Janeiro. O presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, afirmou que o evento simboliza “mais um grito de independência e liberdade”.
O deputado federal Coronel Assis (União Brasil) declarou seu apoio à causa. “Ninguém é a favor de quebra-quebra, mas as condenações não foram razoáveis. Eu sou pró-anistia”, disse. O deputado estadual Elizeu Nascimento (União) reforçou o coro, afirmando que “o brasileiro não aguenta mais essa ditadura implantada pelo STF, em especial pelo Alexandre de Moraes”. Ele ainda comparou a situação a uma anistia anterior: “Nós já tivemos anistias até piores: um ladrão descondenado que é presidente da República hoje. É uma vergonha essa esquerda”.
O pré-candidato do PL a deputado federal, Haroldo Arruda, foi um dos mais enfáticos, chamando o sistema de “absolutamente ditatorial”. Ele questionou a presença do ministro Alexandre de Moraes, o “Xandão”, para que ele pudesse ver o que chamou de “ditadura Magnitsky”. Arruda defendeu a anistia como uma forma de defender a “verdadeira democracia, não essa democracia fajuta” de Lula, que segundo ele é uma “democracia relativa”.

O vereador Tenente Coronel Dias (Cidadania) também criticou as penas aplicadas. “Tivemos pessoas apenadas em quatro, 17 anos, mais do que traficantes ou estupradores. É preciso irmos às ruas para manifestar nosso direito”, disse.
O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), ressaltou a busca por justiça para os condenados, afirmando que o Brasil vive um “momento tenebroso, onde a ditadura tem se instalado e a liberdade tem sido censurada”. Por fim, o vereador Rafael Ranalli (PL) lembrou que a capital mato-grossense é majoritariamente de direita, com mais de 60% dos votos em Bolsonaro nas últimas eleições.

