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Leia: Lula sanciona lei que mantém desoneração da folha de pagamento
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8 de junho de 2026 14:28

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OpiniãoMT > Blog > Economia > Lula sanciona lei que mantém desoneração da folha de pagamento
Economia

Lula sanciona lei que mantém desoneração da folha de pagamento

A lei sancionada por Lula mantém a desoneração da folha de pagamento para 17 setores, com reoneração progressiva a partir de 2025.

última atualização: 17 de setembro de 2024 16:31
Redação OPMT
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4 Minutos de Leitura
Lula sanciona lei que mantém desoneração da folha de pagamento
A sanção da lei, que preserva a desoneração da folha de pagamento, incluiu quatro vetos do presidente Lula. Imagem: Ricardo Stuckert/Palácio do Planalto.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta segunda-feira, a lei que mantém a desoneração da folha de pagamento para 17 setores intensivos em mão de obra, além de pequenos municípios. Essa desoneração da folha de pagamento é uma medida importante para a economia, visando aliviar a carga tributária sobre as empresas. A sanção veio acompanhada de vetos e medidas de compensação, que entram em vigor progressivamente a partir de 2025.

Desoneração da folha de pagamento

A sanção da lei, que preserva a desoneração da folha de pagamento, incluiu quatro vetos do presidente Lula. O objetivo principal é garantir que os setores beneficiados possam continuar usufruindo do regime tributário até o final de 2024, mas com uma reoneração gradual a partir do ano seguinte. 

O Congresso Nacional ainda pode decidir se mantém ou derruba os vetos impostos pelo presidente, sendo esse um ponto que ainda pode gerar novos debates entre os Poderes. 

Reoneração gradual a partir de 2025  

A desoneração da folha de pagamento foi estendida para 17 setores que empregam cerca de 9 milhões de trabalhadores no Brasil. A partir de 2025, no entanto, haverá uma reoneração gradual, com a cobrança de alíquotas sobre os salários aumentando progressivamente. 

Essa medida começará com uma alíquota de 5% em 2025, subindo para 10% em 2026, 15% em 2027 e atingindo 20% em 2028. O objetivo da reoneração é ajustar as contas públicas ao longo do tempo, permitindo que o impacto fiscal seja mitigado de forma mais equilibrada.

Impacto econômico e acordo entre poderes  

O texto sancionado pelo presidente Lula foi fruto de um acordo entre o Executivo e o Legislativo, após meses de discussões e divergências entre os dois Poderes. O Supremo Tribunal Federal havia determinado a necessidade de ajustes na legislação sobre a desoneração da folha de pagamento, o que levou à formulação de um novo projeto de lei. 

Após a sanção, o presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco, declarou que a solução encontrada é favorável tanto para os setores econômicos envolvidos quanto para os municípios, destacando a importância da medida para o equilíbrio das contas públicas.

Setores beneficiados pela desoneração  

Os 17 setores da economia que continuarão sendo beneficiados pela desoneração da folha de pagamento são intensivos em mão de obra e responsáveis por gerar aproximadamente 9 milhões de empregos. Esses setores incluem áreas como tecnologia da informação, call centers, transporte rodoviário, têxtil, construção civil, entre outros. 

O modelo de tributação em vigor, que substitui a contribuição previdenciária sobre a folha de pagamento por uma alíquota de 1% a 4,5% sobre a receita bruta, continuará até o final de 2024, garantindo fôlego para essas empresas.

Vetos relacionados a recursos esquecidos  

Um dos pontos mais polêmicos vetados pelo presidente Lula refere-se ao dispositivo que tratava dos recursos esquecidos em contas bancárias. A proposta original do projeto de lei permitia que esses valores fossem direcionados aos cofres públicos como forma de reforçar o caixa da União. 

O governo, no entanto, considerou necessário vetar essa parte do texto, argumentando que o prazo estabelecido para a reclamação dos recursos poderia gerar confusão e conflito jurídico. No texto original, estavam previstos dois prazos: um de 30 dias a partir da publicação da lei, e outro até 31 de dezembro de 2027. A justificativa do governo para o veto foi evitar possíveis contradições legais.

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