*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O cenário político da Câmara Municipal de Cuiabá ganhou um novo capítulo com o anúncio da candidatura do vereador Kássio Coelho (Podemos) à presidência da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028.
A chapa deve ser oficialmente registrada na próxima segunda-feira, dia 5 de outubro, enquanto a eleição que definirá o comando do Legislativo municipal está marcada para o dia seguinte, terça-feira, dia 6 de outubro.
O movimento de Kássio Coelho ocorre em meio a intensas articulações na base governista e após recentes reviravoltas na composição dos blocos políticos da Casa.
O parlamentar, no entanto, ainda não esclareceu publicamente se a candidatura sinaliza uma eventual substituição ou retirada do nome do vereador Dilemário Alencar (União Brasil) da disputa. Para viabilizar a candidatura de forma competitiva, Kássio precisa reunir o apoio de pelo menos quatro vereadores, buscando somar forças com colegas que declaradamente não pretendem votar na chapa encabeçada por Ilde Taques (Podemos).
A movimentação de Kássio se insere em um tabuleiro que passou por fortes reconfigurações na última semana. Na noite da última terça-feira, dia 29 de setembro, o vereador Dilemário Alencar oficializou a adesão ao grupo político liderado pela atual presidente da Casa, Paula Calil (PL), consolidando uma aliança estratégica em reunião que contou com a presença de 13 parlamentares.
Como parte do acordo firmado, o vereador Mário Nadaf (PV) foi definido como candidato a vice-presidente na chapa. O objetivo do grupo é consolidar a maioria absoluta de 14 votos necessários para garantir o comando da Mesa Diretora na votação da próxima terça-feira.
A reunião que selou a aliança reuniu parlamentares de diferentes siglas, contando com a participação de Paula Calil, Mário Nadaf, Dilemário Alencar, Marcus Brito Júnior (PV), Cezinha Nascimento (União), Marcrean Santos (MDB), Demilson Nogueira (PP), Samantha Íris (PL), Antônio Lemes de Paula (PSD), Kássio Coelho (Podemos), Rafael Ranalli (PL), Tenente-Coronel Dias (Cidadania) e Wilson Kero Kero.
A reaproximação da base ocorreu após um período de instabilidade nos bastidores. As conversas resgataram termos de um acordo firmado inicialmente em junho, que previa o apoio a Dilemário caso a presidente Paula Calil não conseguisse viabilizar legalmente a recondução dela ao cargo. O cenário mudou definitivamente após o projeto que alteraria o Regimento Interno para permitir a candidatura consecutiva ficar de fora da pauta das sessões deliberativas.
Em contrapartida, o grupo opositor liderado pela candidatura de Ilde Taques (Podemos) segue forte na articulação e já divulgou contar com o respaldo de 15 parlamentares, número suficiente para vencer o pleito. Entre as baixas recentes na articulação do grupo de Dilemário esteve a vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade), que rompeu com a aliança e declarou voto em Ilde Taques, afirmando descumprimento de compromissos anteriores.

