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24 de julho de 2026 03:28

OpiniãoMT > Blog > Justiça > Justiça reduz penas de condenados pelo incêndio da Boate Kiss
Justiça

Justiça reduz penas de condenados pelo incêndio da Boate Kiss

Tribunal de Justiça do RS reduz penas dos quatro condenados pela tragédia da Boate Kiss, que deixou 242 mortos em 2013.

Redação OPMT
Publicado em: 26 de agosto de 2025
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2 Minutos de Leitura
Justiça reduz penas de condenados pelo incêndio da Boate Kiss
Mesmo com a decisão favorável em parte às defesas, os condenados permanecem presos. Imagem: Leandro LV via Wikimedia Commons.
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O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) anunciou nesta terça-feira (26) a redução das penas dos quatro condenados pelo incêndio na Boate Kiss, ocorrido em 2013, em Santa Maria. A tragédia, que resultou em 242 mortes e mais de 600 feridos, continua sendo um dos episódios mais marcantes da história recente do país.

Condenados pelas mortes na Boate Kiss

Com a decisão, os ex-sócios da Boate Kiss, Elissandro Callegaro Spohr e Mauro Londero Hoffmann, tiveram as condenações diminuídas para 12 anos de prisão cada. Já o vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos, e o produtor musical Luciano Bonilha Leão tiveram suas penas fixadas em 11 anos.

Na primeira decisão, em 2021, Elissandro havia recebido pena de 22 anos e seis meses, enquanto Mauro foi condenado a 19 anos e seis meses. Marcelo e Luciano, por sua vez, foram sentenciados a 18 anos de reclusão cada. Apesar da redução anunciada pelo TJRS, todos os quatro permanecem presos.

A revisão foi analisada pela 1ª Câmara Especial Criminal do TJRS após recursos apresentados pelas defesas dos réus. Os advogados alegaram que o julgamento anterior teria ocorrido de forma contrária às provas apresentadas, solicitando, inclusive, um novo júri popular.

Além disso, pediram a diminuição das penas, o que foi atendido de forma parcial pela Corte. O voto da relatora, desembargadora Rosane Wanner da Silva Bordasch, prevaleceu entre os magistrados.

Posição do Ministério Público

Durante o julgamento, o Ministério Público defendeu a manutenção integral das condenações definidas em 2021. Apesar disso, o entendimento majoritário do tribunal foi de que as penas deveriam ser ajustadas.

A redução das penas dos quatro condenados pelo incêndio da Boate Kiss reacende o debate sobre a responsabilização e as consequências jurídicas da tragédia que marcou Santa Maria em 2013. Mesmo com a decisão favorável em parte às defesas, os condenados permanecem presos, e o caso segue como um dos maiores desastres em ambientes de entretenimento do Brasil.

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