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Leia: Jair Bolsonaro presta depoimento à polícia por chamar Lula de ‘cachaça’
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2 de novembro de 2026 10:06

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OpiniãoMT > Blog > Bolsonaro > Jair Bolsonaro presta depoimento à polícia por chamar Lula de ‘cachaça’
Bolsonaro

Jair Bolsonaro presta depoimento à polícia por chamar Lula de ‘cachaça’

Investigação analisa declarações de Bolsonaro que citam lula como cachaça em publicações nas redes sociais e possíveis crimes contra a honra.

Redação OPMT
Publicado em: 4 de fevereiro de 2026
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3 Minutos de Leitura
Jair Bolsonaro presta depoimento à polícia por chamar Lula de 'cachaça'
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Imagem: Redes Sociais.
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O ex-presidente Jair Bolsonaro prestou depoimento como investigado em um inquérito que apura declarações feitas nas redes sociais nas quais se referiu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizando o termo cachaça. As manifestações ocorreram em março de 2025 e também incluíram críticas à condução do governo federal e à narrativa de tentativa de golpe atribuída ao ex-mandatário.

Investigação sobre publicações com a palavra cachaça

A apuração conduzida pelas autoridades analisa se as publicações configuram crimes contra a honra, como injúria ou calúnia, em razão das expressões utilizadas por Bolsonaro ao se referir a Lula. Em postagens feitas na plataforma X, o ex-presidente empregou o termo cachaça e outras expressões críticas, sustentando que suas falas estariam inseridas no contexto do debate político.

O depoimento ocorreu na unidade prisional conhecida como Papudinha e foi realizado na condição de investigado. O conteúdo da oitiva permanece sob sigilo e não foi divulgado à imprensa. A informação sobre a realização do depoimento foi publicada pelo blog da jornalista Julia Duailibi, no portal g1, nesta quarta-feira (4).

Além do uso do termo cachaça, a investigação também examina declarações de Bolsonaro em que ele rebate acusações de tentativa de golpe e faz menção a um atentado sofrido durante a campanha eleitoral de 2018. Nas redes sociais, o ex-presidente afirmou que foi vítima de um ataque cometido por um ex-militante do PSOL, partido aliado de Lula, argumento utilizado por ele para contestar críticas direcionadas à sua atuação política.

Outro ponto sob análise é um vídeo publicado no YouTube em 26 de março de 2025, no qual Bolsonaro sugeriu uma suposta ligação de Lula com traficantes do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. As autoridades avaliam se a declaração pode caracterizar calúnia.

O episódio remete à campanha presidencial de 2022, quando Lula visitou a região e utilizou um boné com a sigla “CPX”. À época, opositores e alguns especialistas em segurança pública interpretaram a inscrição como referência a organizações criminosas. Aliados do presidente e parte da imprensa, por outro lado, afirmaram que a sigla seria apenas uma abreviação de “complexo”, termo comum para designar áreas formadas por diversas comunidades.

O inquérito foi instaurado após solicitação do Ministério da Justiça. A defesa de Bolsonaro sustenta que as declarações, incluindo o uso da palavra cachaça, fazem parte da liberdade de expressão e do embate político, não devendo ser enquadradas como ofensa pessoal.

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