Os terremotos registrados na Venezuela em 24 de junho deixaram 3 mil mortos, de acordo com balanço divulgado pelo governo venezuelano neste domingo (5). O número de feridos chegou a 16.592, enquanto milhares de famílias seguem impactadas pelos danos provocados pelos tremores, que atingiram regiões como La Guaira, Caracas, Carabobo e Aragua.
Terremotos na Venezuela causam mortes e destruição
Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Comunicação da Venezuela, os dois abalos principais tiveram magnitudes de 7,2 e 7,5. Os tremores ocorreram em um intervalo inferior a um minuto e provocaram destruição em diferentes áreas do país.
O governo informou que 6.462 pessoas foram resgatadas após os abalos. Além disso, 86.794 famílias receberam algum tipo de atendimento das autoridades venezuelanas desde o início da emergência. O balanço também aponta que 16.309 pessoas estão desabrigadas.
Os danos estruturais são considerados extensos. Conforme os dados oficiais, 856 edifícios foram afetados pelos terremotos. Desse total, 190 colapsaram, ampliando o impacto sobre moradores, equipes de resgate e serviços públicos nas áreas mais atingidas.
As autoridades também registraram 942 réplicas após os tremores principais. Essas novas movimentações sísmicas mantiveram a população em alerta e dificultaram parte dos trabalhos de emergência, principalmente em locais onde construções já estavam fragilizadas.
Regiões atingidas pelos tremores
Os impactos foram sentidos em diferentes pontos da Venezuela. La Guaira aparece entre as áreas mais afetadas, ao lado de zonas de Caracas, Carabobo e Aragua. Em algumas localidades, prédios sofreram danos severos, e estruturas já comprometidas pelo primeiro tremor acabaram cedendo após o segundo abalo.
O primeiro terremoto teve magnitude 7,2 e atingiu a região de San Felipe, localizada a oeste de Caracas. Pouco depois, um segundo tremor, ainda mais forte, foi registrado com magnitude 7,5. Esse segundo abalo ocorreu em uma profundidade considerada relativamente rasa, fator que pode aumentar os efeitos percebidos na superfície.
O segundo terremoto foi sentido até no norte do Brasil, segundo os relatos mencionados no balanço. A sequência rápida entre os dois eventos aumentou os danos, já que o primeiro abalo comprometeu fundações e estruturas, enquanto o segundo provocou desabamentos em várias áreas.
Intervalo curto entre os abalos ampliou os danos
A diferença de apenas 39 segundos entre os dois tremores é apontada como um dos fatores que agravaram a destruição. O primeiro movimento sísmico já havia provocado rachaduras, deslocamentos e instabilidade em imóveis. Com o segundo abalo, muitas construções não resistiram.
Em Caracas, houve registros de desabamentos imediatos. A capital venezuelana foi uma das áreas onde os efeitos dos terremotos causaram maior preocupação, especialmente por causa da concentração de edifícios, moradias e vias urbanas.
A sequência dos tremores também dificultou a reação da população. Como os abalos ocorreram em menos de um minuto, muitas pessoas não tiveram tempo suficiente para deixar locais de risco antes do segundo impacto.
Famílias cobram identificação de vítimas
Nove dias após os tremores, equipes de resgate começaram a encerrar parte das operações de busca por sobreviventes. Com isso, familiares das vítimas passaram a cobrar mais rapidez na localização, recuperação e identificação dos corpos.
Em La Guaira, um necrotério improvisado foi montado ao ar livre na região do porto. O local passou a receber familiares que aguardam a liberação dos corpos e a emissão das certidões de óbito.
As filas formadas por parentes refletem a dimensão da tragédia e a dificuldade das autoridades para lidar com o grande número de vítimas. A identificação dos mortos se tornou uma das principais demandas das famílias, que buscam respostas após dias de incerteza.
Atendimento às famílias afetadas
De acordo com o governo venezuelano, dezenas de milhares de famílias foram atendidas desde o início da crise. O suporte inclui ações de resgate, assistência emergencial e acompanhamento de pessoas que perderam suas casas ou tiveram imóveis danificados.
Os desabrigados seguem entre as principais preocupações das autoridades. Com mais de 16 mil pessoas fora de suas residências, o país enfrenta o desafio de oferecer abrigo, alimentação, atendimento médico e apoio logístico às comunidades mais atingidas.
Os danos em centenas de edifícios também indicam que a recuperação das áreas afetadas deve exigir novas avaliações estruturais. Imóveis parcialmente comprometidos podem representar risco para moradores e equipes que trabalham na remoção de escombros.

