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23 de outubro de 2026 05:02

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OpiniãoMT > Blog > Brasil > Índice Global da Fome: Brasil é o oitavo país com mais fome na América do Sul
Brasil

Índice Global da Fome: Brasil é o oitavo país com mais fome na América do Sul

Brasil aparece na oitava posição no Índice Global da Fome 2025, com 6,4 pontos. País avança em segurança alimentar, mas desafios persistem.

Redação OPMT
Publicado em: 27 de outubro de 2025
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4 Minutos de Leitura
Índice Global da Fome: Brasil é o oitavo país com mais fome na América do Sul
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O Índice Global da Fome (GHI) 2025 revelou que o Brasil ainda figura entre os oito países da América do Sul com maiores níveis de fome, apesar de apresentar avanços significativos nos últimos anos. O levantamento, divulgado pelas organizações Welthungerhilfe e Concern Worldwide, mostra que o país ocupa a oitava colocação, com 6,4 pontos, dentro da categoria de “fome baixa”.

Esse resultado reflete uma melhora nas políticas de segurança alimentar e o reconhecimento internacional pela saída do Mapa da Fome da ONU. Ainda assim, a fome continua sendo um desafio latente, sobretudo em regiões mais vulneráveis e entre famílias de baixa renda.

Entenda o que mede o Índice Global da Fome

O GHI é um indicador internacional que avalia a situação alimentar mundial com base em quatro fatores principais: desnutrição calórica, atraso no crescimento infantil, baixo peso em relação à altura e mortalidade infantil.

A partir desses critérios, o índice atribui uma pontuação que permite comparar a gravidade da fome entre países e regiões. De acordo com o relatório, a média da América Latina permanece relativamente estável, mas o progresso estagnou nos últimos anos, especialmente devido às desigualdades sociais e econômicas que afetam o acesso a alimentos nutritivos.

Bolívia lidera ranking da fome na América do Sul

No topo da lista regional está a Bolívia, com 14,6 pontos, classificada como país de “fome moderada”. Segundo o World Food Program USA, o país enfrenta uma combinação de fatores que intensificam a insegurança alimentar, como eventos climáticos extremos, desigualdade entre áreas urbanas e rurais e dificuldades de acesso a alimentos.

As comunidades rurais e indígenas são as mais afetadas. Fenômenos como secas e enchentes comprometem a agricultura de subsistência, que representa a principal fonte de renda e alimentação de muitas famílias bolivianas. Além disso, instabilidades políticas, bloqueios de estradas e crises globais de preços dificultam a distribuição e o acesso a alimentos básicos.

A Bolívia também enfrenta a chamada “dupla carga da má nutrição”, um cenário em que há simultaneamente subnutrição e aumento de sobrepeso e obesidade. Esse fenômeno é reflexo de mudanças no padrão alimentar, com maior consumo de produtos ultraprocessados e menor acesso a alimentos frescos e nutritivos.

Desde os anos 2000, quando registrava 27 pontos no GHI, o país reduziu seus índices de fome, mas de forma mais lenta do que outros vizinhos sul-americanos. O ranking regional de 2025 indica o seguinte panorama:

– Bolívia – 14,6 (fome moderada)

– Trinidad & Tobago – 11,0

– Equador – 10,9

– Suriname – 10,4

– Venezuela – 9,6

– Guiana – 8,3

– Peru – 7,2

– Brasil – 6,4

– Argentina – 6,4

– Colômbia – 6,1

– Paraguai – 5,2

– Chile – <5

– Uruguai – <5

Apesar de o Brasil estar classificado na faixa de “fome baixa”, o país ainda precisa enfrentar desigualdades estruturais que comprometem a alimentação de milhões de pessoas. O avanço na segurança alimentar é inegável, mas a fome continua presente, principalmente entre populações em situação de vulnerabilidade social.

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