*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A Guarda Municipal de Várzea Grande divulgou imagens capturadas pelo Centro de Inteligência Municipal de Segurança que ajudam a reconstituir os últimos passos do professor Breno Antônio Humberto de Moraes, de 25 anos, desaparecido desde o último sábado, dia 26 de setembro, no bairro Capela do Piçarrão.
Breno é professor das séries iniciais do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Professora Jayr Luíza, localizado no próprio município.
Os registros de vídeo detalham a movimentação do jovem na noite do desaparecimento. Às 20h21, as câmeras flagraram Breno caminhando pela calçada, manuseando um aparelho celular e carregando um capacete nas mãos.
Às 20h24, o professor encosta-se ao muro do CMEI Professora Jayr Luíza. Dois minutos depois, uma motocicleta se aproxima do local.
Breno é visto conversando com o motociclista, coloca o capacete e embarca na garupa da moto, deixando a região em seguida.
O jovem foi visto pela última vez nas imediações da Avenida Apolônio E. da Silva, no bairro Capela do Piçarrão.
De acordo com os relatos prestados à polícia, Breno saiu de casa com a promessa de que retornaria em pouco tempo, mas acabou demorando. Preocupada com a demora, a mãe do professor entrou em contato por aplicativo de mensagens.
Ela recebeu uma resposta afirmando que Breno estaria em um motel acompanhado de outra pessoa. A mãe estranhou o tom da mensagem, uma vez que o filho tinha o hábito de atender ligações telefônicas, o que motivou a família a procurar imediatamente as autoridades policiais para registrar o desaparecimento.
Segundo o irmão da vítima, Bruno Humberto, Breno havia saído inicialmente para tomar sorvete e retornou para casa antes de sair novamente com a intenção de encontrar uma pessoa, tendo inclusive pego um capacete emprestado com a irmã.
Com o passar das horas, Breno parou de atender chamadas e deixou de responder às mensagens de texto de forma direta, passando a enviar respostas consideradas estranhas pela família, o que gerou forte desconfiança de que outra pessoa estaria manipulando o celular do professor.
Diante da insistência por provas de que ele estaria bem, foi enviada uma fotografia aos familiares que aparentava ter sido alterada digitalmente, na qual o jovem aparecia com uma camisa diferente daquela que vestia quando saiu de casa.
A situação se agravou quando o irmão tentou acessar a conta do WhatsApp de Breno e percebeu que ela havia sido desconectada. Além disso, os familiares não conseguiram localizar o aparelho por meio do sistema iCloud, constatando que o rastreador do iPhone havia sido desativado.
A Polícia Civil segue investigando o caso para localizar o paradeiro do professor e esclarecer as circunstâncias do desaparecimento.
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